Publicado 26/01/2026 12:34

O ex-presidente francês Nicolas Sarkozy recorre à Justiça para evitar o uso da tornozeleira eletrônica

Archivo - Arquivo - O ex-presidente da França Nicolas Sarkozy
picture alliance / dpa - Arquivo

MADRID 26 jan. (EUROPA PRESS) - A equipe jurídica do ex-presidente francês Nicolas Sarkozy apresentou nesta segunda-feira um pedido à Justiça para promover uma “acumulação de penas” e evitar o uso novamente de uma tornozeleira eletrônica, depois que em novembro ele foi colocado em liberdade condicional sob medidas de controle judicial.

Os advogados de Sarkozy solicitaram que a condenação por associação criminosa em relação aos fundos recebidos para sua campanha do regime do falecido líder líbio Muammar Gaddafi seja somada à do caso das escutas telefônicas. Com este pedido, ele tenta evitar a imposição deste tipo de tornozeleira eletrônica pela segunda vez, de acordo com informações da rede de televisão francesa BFMTV.

A audiência para tratar do pedido está marcada para 23 de fevereiro, num tribunal de Paris, capital francesa. Neste sentido, os advogados garantiram que se trata de um processo “muito comum”. Sarkozy entrou na prisão em 21 de outubro, denunciando ser vítima de um “escândalo judicial” que “humilhou” a França. O antigo líder conservador sempre negou qualquer irregularidade e denunciou uma suposta perseguição política contra ele através dos tribunais.

O ex-presidente, que governou a França entre 2007 e 2012, tornou-se o primeiro ex-chefe de Estado a sentar-se fisicamente no banco dos réus, pois, embora em 2011 seu antecessor no Eliseu, Jacques Chirac, tenha sido condenado a dois anos por crimes cometidos durante seu mandato como prefeito de Paris, ele nunca chegou a pisar nos tribunais por motivos de saúde.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

Contador

Contenido patrocinado