Publicado 14/07/2026 04:00

O ex-presidente do Peru, Alejandro Toledo, solicita um indulto presidencial por motivos humanitários

O ex-presidente alega uma “grave” deterioração de sua saúde na prisão e pede para “viver seus últimos dias com dignidade”

Archivo - Arquivo - 28 de janeiro de 2026, Lima, PERU: LIMA, 15 DE OUTUBRO DE 2024.CONTINUA O JULGAMENTO CONTRA O EX-PRESIDENTE ALEJANDRO TOLEDO NA SALA DE AUDIÊNCIAS DA DINOES PELO CASO DE CONLUIO NAS OBRAS DA INTEROCEÂNICA
Europa Press/Contacto/El Comercio - Arquivo

MADRID, 14 jul. (EUROPA PRESS) -

O ex-presidente do Peru, Alejandro Toledo, que se encontra preso após ter sido condenado por aceitar propinas e lavagem de dinheiro em relação ao “caso Odebrecht”, solicitou um indulto presidencial por motivos humanitários, argumentando que seu estado de saúde se deteriorou “gravemente” na prisão.

O advogado do ex-presidente, Carlos Torres Caro, indicou em declarações concedidas à emissora peruana RPP que já encaminhou o pedido ao presidente do Peru, José María Balcázar, a quem solicitou que “tenha a bondade de aceitar o pedido, levando em consideração, neste caso específico, de forma prioritária, a idade e a relevante dimensão humanitária que Toledo apresenta devido às suas patologias clinicamente comprovadas”.

“Agora vamos ver se o presidente tem a coragem necessária para dar andamento ao pedido de Alejandro Toledo Manrique”, afirmou, após declarar que foi o próprio ex-presidente quem lhe deu autorização para enviar o documento a Balcázar.

A declaração de Toledo, divulgada pela RPP, lembra que ele já tem mais de 81 anos e aponta para a existência de uma lei que permite que pessoas com mais de 80 anos cumpram suas penas em prisão domiciliar ou mediante intimação, ao mesmo tempo em que denuncia que seu processo penal “já se prolonga há mais anos do que a própria lei permite”.

“O direito ao indulto existe precisamente para aqueles que, como eu, passam por uma investigação que já excedeu amplamente os prazos razoáveis”, diz Toledo. “Minha saúde se deteriorou gravemente na prisão. Os médicos me alertaram que um infarto ou um derrame podem ocorrer a qualquer momento”, acrescenta no documento, datado de 13 de julho na capital, Lima.

“O tempo corre contra mim. Peço que me seja concedido um direito que a lei já prevê, para que eu possa viver meus últimos dias com dignidade. Não é um ato de rendição. É um ato de justiça. Confio que as autoridades avaliarão meu caso com objetividade e humanidade”, reitera o ex-presidente.

Toledo, que foi presidente do Peru entre 2001 e 2006, foi condenado em outubro de 2024 a 20 anos e meio de prisão após ser declarado culpado de conluio e lavagem de dinheiro no âmbito do caso “Interoceânica Sul”, trechos II e III, que liga o Peru ao Brasil.

Assim, ele se tornou o primeiro ex-presidente peruano a ser condenado pela Operação Lava Jato, que eclodiu no Brasil e envolveu a construtora Odebrecht em uma rede internacional que havia instaurado a corrupção em nível institucional em mais de uma dezena de países da América Latina.

O processo contra o ex-presidente teve início em 2016, na sequência do escândalo envolvendo a Odebrecht, embora Toledo só tenha entrado na prisão em 2023, quando foi extraditado dos Estados Unidos, onde residia com sua esposa, Elaine Karp, que já em 2025 solicitou um indulto humanitário ao ex-presidente por motivos humanitários.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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