Stringer / Xinhua News / ContactoPhoto - Arquivo
MADRID, 6 nov. (EUROPA PRESS) -
A ex-presidente da Argentina, Cristina Fernandez, enfrenta nesta quinta-feira um novo julgamento por corrupção no caso conhecido como "Cuadernos de las Coimas", que tem mais de 80 réus e é um dos maiores escândalos da história do país.
Entre os réus estão cerca de 20 ex-funcionários de alto escalão do governo argentino, mas também mais de 60 empresários, todos acusados de fazer parte de uma associação ilícita que operou entre 2003 e 2015 com o objetivo de cobrar propinas de empresários em troca de contratos públicos.
No entanto, a principal acusação é contra a ex-presidente, que está em prisão domiciliar após ser considerada culpada de conceder milhões em obras rodoviárias argentinas a um associado e suposto homem de fachada durante seu governo.
Fernández continua a negar todas as acusações contra ela e afirma que está sendo perseguida política e judicialmente. Entretanto, o judiciário considera que esse caso revela a "maior manobra de corrupção dos últimos vinte anos".
A procuradora-geral, Fabiana León, sustentou que se trata de uma rede de corrupção muito "extensa", comparável apenas a "algumas em nível mundial", de acordo com informações obtidas pelo jornal 'Clarín'.
Ela também aponta que a organização da associação ilícita em questão envolveu a participação das mais altas autoridades do extinto Ministério do Planejamento Federal.
Nesta semana, o judiciário do país latino-americano rejeitou o pedido de Fernández para receber novamente a pensão da viúva do ex-presidente Néstor Kirchner, que foi suspensa no final de 2024 devido à condenação por corrupção pela qual ela está atualmente em prisão domiciliar.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático