Publicado 11/05/2026 13:16

O ex-presidente boliviano Evo Morales é julgado à revelia por não ter comparecido ao julgamento por tráfico de pessoas

Archivo - Arquivo - 29 de novembro de 2021, Bolívia, La Paz: O ex-presidente boliviano Evo Morales segura uma bandeira durante um comício em apoio ao governo nacional do presidente boliviano Luis Arce. Foto: Radoslaw Czajkowski/dpa
Radoslaw Czajkowski/Dpa - Arquivo

MADRID 11 maio (EUROPA PRESS) -

A Justiça boliviana declarou o ex-presidente Evo Morales em rebelião após ele não ter comparecido nesta segunda-feira ao Tribunal Departamental de Tarija, onde está em andamento o processo judicial contra ele por tráfico de pessoas, em relação a um relacionamento com uma adolescente durante seu mandato presidencial.

A defesa do próprio Morales já havia adiantado nas últimas horas que o ex-presidente boliviano não compareceria ao julgamento oral que teve início nesta segunda-feira na cidade de Tarija, no sul do país, que assumiria as consequências legais decorrentes de sua decisão e, por sua vez, recorreria a instâncias internacionais.

A acusação sustenta que Morales manteve, em 2015, um relacionamento com uma jovem então de 16 anos, com quem teve uma filha durante seu mandato presidencial, que se estendeu de 2006 a 2019, quando ele deixou o país, pressionado pela oposição e por uma parte das Forças Armadas, que não reconheceram sua vitória eleitoral.

Apesar de a defesa de Morales ter antecipado que ele não compareceria nesta segunda-feira, foi mobilizada uma forte presença policial nas imediações do tribunal, onde também está sendo julgada a mãe da suposta vítima, Idelsa Pozo Saavedra, conforme detalhado pela imprensa local.

Morales, que se encontra recluso na região cocalera de Chapare, no coração do Trópico de Cochabamba, bem protegido por seus seguidores, não compareceu a nenhuma das intimações das autoridades, às quais vem acusando, desde o mandato do ex-presidente Luis Arce, de terem fabricado um caso contra ele.

A forte adesão de que Morales goza nessa parte do país impediu, até agora, que as autoridades realizassem qualquer tipo de operação para detê-lo, por receio de que ocorressem graves distúrbios. O novo governo de Rodrigo Paz declarou que a intenção é prendê-lo, sem que haja novidades a esse respeito até o momento.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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