Publicado 03/08/2026 20:02

O ex-presidente Alejandro Toledo pede a Fujimori que agilize o indulto presidencial: “Não quero morrer na prisão”

A presidente responde que o pedido de indulto será avaliado sob uma perspectiva técnica e médica, bem como com uma “visão humanitária”

14 de julho de 2026, Lima, PERU: LIMA, 15 DE OUTUBRO DE 2024.CONTINUA O JULGAMENTO CONTRA O EX-PRESIDENTE ALEJANDRO TOLEDO NA SALA DE AUDIÊNCIAS DA DINOES PELO CASO DE CONLUIO NAS OBRAS DA INTEROCEÂNICA
Europa Press/Contacto/El Comercio

MADRID, 4 ago. (EUROPA PRESS) -

O ex-presidente do Peru, Alejandro Toledo, que se encontra preso após ter sido condenado por aceitar propinas e lavagem de dinheiro em relação ao “caso Odebrecht”, pediu à presidente do país andino, Keiko Fujimori, que “acelere” a tramitação do perdão presidencial que ele havia solicitado anteriormente por motivos humanitários, alegando sofrer de um “grave problema cardíaco” e oncológico, além de não querer “morrer na prisão”.

“Peço à senhora Keiko Fujimori, que recebeu uma mensagem minha quando seu pai faleceu, que, por favor, acelere o processo do meu pedido de indulto presidencial, pois não quero morrer aqui na prisão”, afirmou Toledo em entrevista à emissora Panamericana Televisión.

Lamentando estar passando por “momentos extraordinariamente difíceis”, Toledo disse ter solicitado à Suprema Corte do país que lhe permita “ir para casa” e que ele será internado “imediatamente” em uma clínica. “Tenho um problema cardíaco grave, tenho câncer e quero ser franco: estou sangrando”, acrescentou.

À solicitação do ex-presidente, a nova chefe do Executivo peruano respondeu que o pedido de indulto será avaliado com “dois tipos de análise”: “Uma de caráter técnico e médico, e também sob uma perspectiva humanitária”.

“É preciso nomear os membros da Comissão de Indultos e Graças Presidenciais, e essas pessoas começarão, assim que assumirem suas funções, a realizar a análise correspondente”, precisou Fujimori em declarações à imprensa.

Toledo, que foi presidente do Peru entre 2001 e 2006, foi condenado em outubro de 2024 a 20 anos e meio de prisão após ser declarado culpado de conluio e lavagem de dinheiro no âmbito do caso “Interoceânica Sul”, trechos II e III, que liga o Peru ao Brasil.

Assim, ele se tornou o primeiro ex-presidente peruano a ser condenado pela Operação Lava Jato, que eclodiu no Brasil e envolveu a construtora Odebrecht em uma rede internacional que havia instaurado a corrupção em nível institucional em mais de uma dezena de países da América Latina.

O processo contra o ex-presidente teve início em 2016, na sequência do escândalo envolvendo a Odebrecht, embora Toledo só tenha entrado na prisão em 2023, quando foi extraditado dos Estados Unidos, onde residia com sua esposa, Elaine Karp, que já em 2025 solicitou um indulto humanitário ao ex-presidente por motivos humanitários.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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