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MADRID, 24 abr. (EUROPA PRESS) -
As autoridades da Síria anunciaram nesta sexta-feira a prisão de um ex-oficial dos serviços de inteligência do regime de Bashar al Assad, envolvido no massacre, em 2013, de dezenas de civis no bairro de Tadamon, na capital Damasco, no contexto da guerra civil que eclodiu dois anos antes no país asiático.
O Ministério do Interior sírio indicou em um comunicado que o homem, Amjad Yusef, foi detido após “uma operação de segurança bem executada”, após dias de “vigilância e acompanhamento” antes da prisão do suspeito, que ocorreu na província de Hama.
Assim, denunciou que o referido massacre resultou em “dezenas de mártires inocentes” e ressaltou que as forças de segurança “continuam buscando os demais responsáveis pelo massacre para prendê-los e levá-los à justiça”.
Yusef era membro de uma unidade dos serviços de inteligência de Al Assad — derrubado em dezembro de 2024 após uma ofensiva de jihadistas e rebeldes liderados pelo Hayat Tahrir al Sham (HTS), comandado pelo atual presidente sírio, Ahmed al Shara — e está sujeito a sanções dos Estados Unidos e da União Europeia.
O homem aparece em um vídeo vazado no qual pode ser visto executando dezenas de civis no bairro de Tadamon em abril de 2013. As provas apontam para sua responsabilidade em pelo menos 41 execuções, realizadas em uma vala na zona onde os cadáveres foram posteriormente queimados com pneus em chamas.
O vídeo foi publicado em abril de 2022 e mostrava Yusef e uma segunda pessoa, identificada como Nayib al Halabi, membro da milícia pró-governo Forças de Defesa Nacional. Embora Damasco tenha afirmado na época que o vídeo era falso, Yusef foi detido pelas forças de segurança, em uma aparente tentativa de Damasco de se distanciar dos fatos.
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