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MADRID 3 set. (EUROPA PRESS) -
O Ministério Público da Colômbia condenou nesta terça-feira o ex-ministro das Relações Exteriores Álvaro Leyva, 83 anos, a dez anos de inabilitação por irregularidades cometidas durante um processo de licitação para a emissão de passaportes.
Isso foi confirmado pela procuradora-geral, Gregoria Eljach, que sustenta que Leyva violou as regras de compras públicas ao declarar nula a licitação para encontrar uma empresa que emitisse passaportes e, em seguida, decretar estado de urgência manifesta sem que houvesse causas objetivas para isso, já que a empresa Thomas Greg & Sons - que já havia sido encarregada dessa gestão anteriormente - cumpria os requisitos.
"A decisão tomada na época pelo então chanceler carecia de base legal e não tinha como objetivo salvaguardar o dever de seleção objetiva, o que ele era obrigado a fazer", disse a Promotoria em uma declaração que foi compartilhada pela estação de rádio W Radio.
Em sua decisão, que não está sujeita a apelação, o órgão considerou que as ações de Leyva, suspenso em 2024 de suas funções como ministro dois anos depois de assumir o cargo, não respeitaram "os princípios de transparência, economia e responsabilidade que regulam a contratação estatal", no que descreveu como uma "infração disciplinar muito grave (...) cometida com dolo".
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