Europa Press/Contacto/Kirill Chubotin
MADRID 16 fev. (EUROPA PRESS) - O ex-ministro da Energia da Ucrânia, Herman Galushchenko, foi acusado nesta segunda-feira por supostos crimes de lavagem de dinheiro e pertencimento a uma rede criminosa, após sua detenção no fim de semana quando tentava fugir do país cruzando a fronteira.
Isso foi confirmado pelo Escritório Nacional Anticorrupção da Ucrânia (NABU), que indicou que o “círculo de suspeitos” foi ampliado. “O ex-ministro da Energia foi exposto por lavagem de dinheiro e participação em uma organização criminosa”, afirmou em um comunicado divulgado pelo Telegram.
As acusações foram feitas um dia depois que o político ucraniano tentou deixar o país, à medida que avança a macroinvestigação, conhecida como Operação Midas, sobre o mais grave escândalo de corrupção na Ucrânia desde o início da invasão russa.
A investigação aborda a rede de subornos em grande escala no setor energético da Ucrânia durante a invasão russa, em um escândalo que tem como líder Timur Mindich, coproprietário da produtora Kvartal 95.
Mindich, de acordo com a investigação, era o principal responsável por uma trama e cobrava subornos aos contratantes da Energoatom, a principal operadora estatal das usinas nucleares do país. O empresário, que fugiu da Ucrânia, foi até mesmo ligado ao presidente do país, Volodimir Zelenski, que fundou a empresa antes de se tornar mandatário.
No início da invasão, Galushchenko atuava como ministro da Energia antes de assumir a pasta da Justiça de julho de 2025 até sua renúncia em novembro daquele ano por causa dessa mesma investigação, e depois que Zelenski exigiu sua renúncia.
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