Publicado 29/06/2026 10:44

O ex-ministro da Energia da Ucrânia, acusado no caso “Midas”, sai da prisão após pagar 2,9 milhões de euros

Archivo - Arquivo - 17 de fevereiro de 2026, Kiev, Ucrânia: O ex-ministro da Energia da Ucrânia, German Galushchenko, suspeito no caso Midas, comparece a uma audiência de fiança no Tribunal Superior Anticorrupção (HACC), em Kiev, Ucrânia, em 17 de feverei
Europa Press/Contacto/Danylo Antoniuk - Arquivo

MADRID 29 jun. (EUROPA PRESS) -

O Supremo Tribunal Anticorrupção da Ucrânia confirmou nesta segunda-feira a libertação do ex-ministro da Energia German Galushchenko após o pagamento da fiança de 150 milhões de grivnas (2,9 milhões de euros) que lhe foi imposta como medida cautelar, no âmbito do caso “Midas”, o maior escândalo de corrupção desde a invasão russa.

Há alguns dias, esse mesmo tribunal havia prorrogado a prisão preventiva de Galushchenko por pelo menos mais dois meses, mas reduziu a fiança de 200 milhões de grivnas (3,9 milhões de euros) para esses 150 milhões.

Galushchenko foi detido em 15 de fevereiro deste ano quando tentava deixar o país sob a acusação de lavagem de dinheiro e participação em grupo criminoso, após renunciar ao cargo de ministro da Justiça — cargo que ocupava quando veio à tona esse esquema de suborno em grande escala, cujo epicentro é a empresa estatal de energia Energoatom.

À frente dessa trama está Timur Mindich, foragido e coproprietário da Kvartal 95, a produtora fundada junto com o presidente da Ucrânia, Volodimir Zelenski, durante sua fase como comediante, antes de ingressar na política. Tudo veio à tona em um momento em que Kiev tentava convencer seus parceiros de que lutava contra a corrupção, após vários casos no âmbito do Ministério da Defesa.

Mindich atuava como principal responsável por uma rede que cobrava propinas no valor de 90 milhões de euros dos contratados da Energoatom, a operadora estatal das usinas nucleares do país, para proteger e reforçar a segurança das instalações em meio aos ataques russos.

Várias pessoas do círculo mais próximo de Zelensky foram apontadas por esses fatos, entre elas seu influente chefe de gabinete, Andri Yermak, que, após passar apenas quatro dias na prisão durante o mês de maio, foi libertado após pagar uma fiança de 140 milhões de grivnas (2,7 milhões de euros).

Yermak foi detido no âmbito da operação “Dinastia”, uma ramificação do caso “Midas”, sob a suspeita de fazer parte de um grupo organizado para lavagem de dinheiro de até 8,9 milhões de euros provenientes desses subornos no setor energético, por meio da construção de residências de luxo nos arredores de Kiev.

Nesta mesma segunda-feira, o Tribunal Superior Anticorrupção rejeitou o pedido da defesa de Yermak para que a tornozeleira eletrônica fosse removida.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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