MADRID 28 ago. (EUROPA PRESS) -
O ex-ministro da Defesa ucraniano Mijailo Fedorov, que foi destituído pelo presidente Volodimir Zelenski, anunciou nesta sexta-feira que se tornará assessor de seu ex-homólogo italiano, Guido Crosetto, a quem ajudará em questões relacionadas ao fortalecimento do setor de tecnologia militar.
“Fico satisfeito que Mijailo Fedorov tenha aceitado me oferecer sua consultoria como assessor para inovação na Defesa. Hoje em dia, o simples conhecimento das novas tecnologias já não é suficiente: a capacidade de adaptar os processos organizacionais é essencial, transformando rapidamente a experimentação em soluções operacionais que possam ser utilizadas em grande escala”, afirmou Crosetto em um comunicado após uma reunião com o ucraniano.
O ministro da Defesa italiano afirmou que conta com “uma experiência significativa no campo da inovação digital aplicada à administração pública e à defesa”. “Foi uma oportunidade para aprofundar temas como drones, sistemas não tripulados e defesa aérea, bem como para debater sobre a evolução do ecossistema tecnológico”, acrescentou.
Por sua vez, Fedorov destacou em uma mensagem publicada nas redes sociais que “seu foco principal não mudou”, já que continuará trabalhando para Kiev “em projetos que fortaleçam sua defesa e ajudem a atrair recursos internacionais”. “A Ucrânia e nossa equipe têm uma experiência única em guerra tecnológica, que estamos dispostos a compartilhar com nossos parceiros”, disse ele.
“Obrigado por sua confiança e parceria estratégica. Nesta função, ajudarei a Itália a desenvolver tecnologias de guerra modernas, aprimorar o setor de defesa e se adaptar aos novos desafios de segurança do mundo”, explicou.
Fedorov, que, após ser destituído, desafiou Zelenski ao pedir a realização de eleições, apesar de a lei marcial impedir isso, atuou como ministro da Defesa entre janeiro e julho de 2026. Anteriormente, havia trabalhado como ministro da Transformação Digital por três anos.
Sua destituição, em meados de julho passado, provocou protestos na Ucrânia, uma vez que ocorreu quando ele estava no cargo há apenas seis meses e em meio a uma disputa pessoal com o então comandante-chefe das Forças Armadas, Oleksandr Sirski.
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