MADRID 17 mar. (EUROPA PRESS) -
O até então ministro da Defesa do Peru, Luis Arroyo, tomou posse como novo presidente do Conselho de Ministros, logo após sua antecessora, Denisse Miralles, ter apresentado sua renúncia, apenas um dia antes da data prevista para que o gabinete interino se apresentasse ao Congresso para solicitar voto de confiança.
Arroyo prestou juramento ao cargo em uma cerimônia presidida pelo presidente interino, José Balcázar, que assumiu a Presidência do Peru depois que uma moção de censura derrubou seu antecessor, José Jerí, em mais um episódio de instabilidade política e institucional no país latino-americano.
O agora presidente do gabinete é um general de divisão aposentado do Exército e, entre outros órgãos ligados ao setor militar, trabalhou no Instituto Nacional de Defesa Civil (Indeci), onde coordenou atividades de preparação, resposta e reabilitação diante de emergências causadas por desastres naturais, segundo informa o jornal “La República”.
Arroyo deixou o Ministério da Defesa, que será liderado a partir de agora por Carlos Díaz Dañino, general de brigada do Exército. Além disso, ocorreram mudanças nas pastas de Mulheres e Populações Vulneráveis (Edith Pariona substitui Hary Yzarra), Economia (Rodolfo Acuña substitui Gerardo López), Interior (José Zapata no lugar de Hugo Begazo) e Educação (María Esther Cuadros substitui Erfurt Castillo), enquanto os demais ministros mantêm seus cargos.
A nomeação e a cerimônia de posse ocorrem poucas horas depois de Miralles ter apresentado sua “renúncia irrevogável” ao cargo “em atendimento ao pedido” da própria Presidência peruana.
Foi o que afirmou a agora ex-ministra 21 dias após sua nomeação, em uma carta a Balcázar na qual garantiu que continuará “colocando (suas) capacidades e experiência a serviço do Estado onde for necessário e mais útil para o Peru, com a mesma dedicação e vocação de serviço que guiaram (sua) trajetória profissional”.
Por sua vez, a Presidência peruana manifestou nas redes sociais seu agradecimento a Miralles pelos “serviços prestados” ao país “em um contexto importante” e deseja “sucesso em sua carreira profissional e em seus futuros desafios” àquela que também foi ministra da Economia.
A renúncia de Miralles ocorre depois que alguns grupos parlamentares, como Avanza País e Renovación Popular, anunciaram que votarão contra o Conselho de Ministros, conforme informa a emissora RPP.
Vale lembrar que, além da agora ex-ministra, os agora ex-ministros da Justiça, do Interior e da Educação, além do titular da Habitação, Wilder Sifuentes, que permanece no cargo, estão sendo investigados devido a diversas irregularidades, que vão desde falsificação e conluio agravado até genocídio, conforme informou a imprensa peruana. No caso de Miralles, por supostos crimes ambientais cometidos quando ele estava à frente de uma agência de investimentos.
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