Publicado 26/06/2026 07:46

O ex-ministro da Defesa Iván Velásquez está sendo investigado por irregularidades nas negociações com o Clã do Golfo

Petro nega qualquer tratamento de favor ao grupo paramilitar

Archivo - Arquivo - 6 de dezembro de 2023, Bogotá, Cundinamarca, Colômbia: O ministro da Defesa da Colômbia, Iván Velásquez, participa da cerimônia do Exército colombiano para a promoção de membros ao posto de segundo-tenente, em 6 de dezembro de 2023, em
Europa Press/Contacto/Cristian Bayona - Arquivo

MADRID, 26 jun. (EUROPA PRESS) -

A Procuradoria Geral da Colômbia iniciou uma investigação preliminar contra o ex-ministro da Defesa Iván Velásquez e outros ex-altos funcionários por supostas irregularidades cometidas durante as negociações com o grupo paramilitar Clã do Golfo, incluindo concessões em troca da adesão às políticas de paz.

A investigação foi motivada por uma reportagem da Caracol Radio que menciona essas medidas concedidas pelo governo de Gustavo Petro, como a suspensão dos bombardeios e a redução do número de efetivos das forças de segurança nas áreas de atuação do que é atualmente o maior grupo armado da Colômbia.

Embora Velásquez não apareça participando das reuniões que vazaram, a Procuradoria o incluiu na investigação para apurar se ele tinha conhecimento do que foi discutido nelas, nas quais quem realmente conduziu as negociações foi o ex-alto comissário para a Paz, Danilo Rueda — um dos principais indiciados.

Com base nessas informações, Rueda teria sido o responsável por propor ao Clã do Golfo certas concessões em troca de facilitar as negociações de paz — algo que ele negou —, assim como negou que o presidente Petro tenha ordenado a suspensão das operações contra o grupo armado.

Rueda se referiu às gravações nas quais aparece e explicou que uma coisa é criar um espaço de confiança para atrair a outra parte à mesa de negociação e outra bem diferente é deixar de agir contra ela.

Também fazem parte da investigação o ex-diretor da Direção Nacional de Inteligência (DNI), Jorge Lemus, e o ex-subdiretor dessa entidade, Ricardo Rey Rosanía, que teriam participado de uma reunião com um intermediário do Clã do Golfo, conforme detalha a Blu Radio.

PETRO NEGA QUALQUER TRATO DE FAVOR

Por sua vez, Petro se pronunciou sobre essas informações com uma mensagem em suas redes sociais, na qual explicou que “nenhum funcionário pode impedir um ataque”, exceto o chefe de Estado, que é o “comandante supremo” das Forças Armadas.

“Nunca dei uma ordem nesse sentido”, afirmou ele, lembrando que, sob seu comando, posições desses grupos armados foram bombardeadas. “Somente o presidente pode ordenar isso, seguindo o princípio da prudência em relação a menores de idade ou civis”, destacou.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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