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MADRID 16 jul. (EUROPA PRESS) -
A justiça colombiana condenou 'in absentia' a 44 anos de prisão o ex-líder das extintas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) 'Iván Márquez' pelos crimes de "homicídio de pessoa protegida e sequestro com pedido de resgate", no contexto do assassinato de um sargento do Exército colombiano ocorrido em 2003 e ordenado por Márquez.
"A Procuradoria Geral da República demonstrou no tribunal que o então líder das FARC, Iván Luciano Márquez Marín, vulgo 'Iván Márquez', em sua função de comando, ordenou o crime do sub-sargento do Exército Nacional, Héctor Lucuara Segura, ocorrido em 5 de maio de 2003", disse a organização em um comunicado publicado na terça-feira.
A sentença foi proferida em sua ausência por um tribunal criminal em Antioquia - que declarou os crimes cometidos por Márquez como crimes contra a humanidade - e ordenou sua captura para que ele pudesse cumprir sua pena em uma prisão no país.
O sargento Lucuara foi sequestrado em agosto de 1998 durante confrontos entre guerrilheiros e o exército colombiano em uma área rural entre Riosucio e Mutatá, nos departamentos de Chocó e Antioquia, respectivamente.
O soldado permaneceu sob custódia das FARC até 5 de maio de 2003, quando foi morto por guerrilheiros que haviam recebido instruções da secretaria da organização - da qual Márquez era membro - para matar os reféns caso houvesse uma operação de resgate como a realizada naquele dia pelas Forças Armadas do Estado.
Junto com Lucuara, outros militares foram detidos na época, como o subtenente Wargner Harbey Tapias Torres - cujo sequestro e assassinato resultou em uma sentença de 40 anos de prisão para Márquez - bem como o então governador de Antioquia, Guillermo Gaviria Correa, e seu assessor de paz, Gilberto Echeverry Mejía.
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