Publicado 21/02/2026 10:13

O ex-juiz da Suprema Corte colombiana José Leonidas Bustos foi condenado a mais de dez anos de prisão.

Archivo - Arquivo - Alegoria da Justiça no Supremo Tribunal de Justiça da Colômbia
CORTE SUPREMA DE JUSTICIA DE COLOMBIA - Arquivo

MADRID 21 fev. (EUROPA PRESS) -

A Primeira Instância da Suprema Corte de Justiça da Colômbia condenou o ex-magistrado da Corte José Leonidas Bustos a 123 meses e um dia de prisão — 10 anos e dois meses — pelos crimes de suborno próprio, em concurso homogêneo e sucessivo, e conspiração para cometer crime no conhecido caso do Cartel da Toga.

Bustos participou de uma estrutura que teria facilitado o pagamento de subornos para influenciar decisões judiciais. No entanto, ele foi absolvido da acusação de tráfico de influência de servidor público, segundo informam os meios de comunicação colombianos. A figura do coautor impróprio implica que, sem executar diretamente todos os atos materiais, ele teve um papel determinante na trama criminosa.

O presidente colombiano, Gustavo Petro, destacou que “o Cartel da Toga foi construído por um setor político para evitar a investigação sobre suas ligações com o narcoparamilitarismo”. “O cartel deixou uma profunda corrente de extrema direita e corrupção dentro do poder judiciário”, alertou.

Além da pena de prisão, a sentença inclui uma multa de 133.738.170 pesos (mais de 30.600 euros) e a inabilitação para exercer direitos e funções públicas durante o mesmo prazo da condenação. O Tribunal rejeitou o pedido de suspensão condicional da pena e o benefício de prisão domiciliar, pelo que ordenou a sua captura. Também solicitou uma notificação vermelha à Interpol para localizar o ex-juiz. A sentença pode ser objeto de recurso perante a Câmara de Cassação Penal do Supremo Tribunal de Justiça.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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