Publicado 07/08/2026 08:45

O ex-governador de Guerrero, Ángel Aguirre, é levado à prisão após ser detido no caso Ayotzinapa

Arquivo - 4 de maio de 2026, Cidade do México, Cdmx, México: Cerca de 60 estudantes da Escola Normal Rural Raúl Isidro Burgos, de Ayotzinapa, no estado de Guerrero, chegaram em três ônibus, com os quais bloquearam o tráfego na Avenida Bucarelli, em frente
Europa Press/Contacto/Josue Perez

MADRID 7 ago. (EUROPA PRESS) -

O ex-governador de Guerrero, Ángel Aguirre, foi levado à prisão nesta quinta-feira, poucas horas após ser detido por seu possível envolvimento no desaparecimento e assassinato dos 43 estudantes de pedagogia de Ayotzinapa, no estado de Guerrero, em setembro de 2014, com a participação de agentes de várias forças policiais.

Aguirre foi levado para a prisão de segurança máxima de El Altiplano, localizada no Estado do México, após ter sido indiciado por supostamente ter ocultado e destruído provas sobre o paradeiro dos desaparecidos.

A procuradora-geral, Ernestina Godoy Ramos, explicou que a destruição dessas provas “longe de ser um ato isolado” foi resultado de “uma operação dolosa e deliberadamente estruturada a partir da cúpula do poder executivo estadual”.

Aguirre “ordenou, em uma reunião com altos escalões de seu governo, que fossem eliminadas todas as evidências relacionadas aos fatos ocorridos nas imediações do Palácio da Justiça em Iguala”, entre elas várias gravações das câmeras de segurança da região.

Os estudantes da Escola Normal de Ayotzinapa foram interceptados na noite de 26 de setembro por um grupo de policiais locais de Iguala e Cocula, juntamente com membros da organização criminosa Guerreros Unidos, quando se dirigiam de ônibus à Cidade do México para participar da manifestação em memória do Massacre de Tlatelolco de 1968.

Durante anos, o governo de Enrique Peña Nieto defendeu o que divulgou como a “verdade histórica”, que aponta que eles foram assassinados por essa quadrilha criminosa ao serem confundidos com outro grupo rival, em uma tentativa de encerrar um caso que evidencia a conivência do crime organizado com algumas estruturas do Estado.

Durante anos, sustentou-se que seus corpos foram queimados em um aterro sanitário e suas cinzas jogadas no rio San Juan. No entanto, investigações posteriores, incluindo a da comissão do governo de Andrés Manuel López Obrador, desmentiram essa versão e apontaram a participação da Polícia Federal e do Exército.

A principal hipótese em análise relata que, entre os ônibus do sistema público que foram retidos pelos estudantes para viajarem para a Cidade do México, um deles continha, escondido, um importante carregamento de heroína. Sem saber, eles interromperam uma importante operação de tráfico de drogas em uma cidade onde o governo municipal, a polícia e o crime organizado agiam em conluio.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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