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MADRID 29 ago. (EUROPA PRESS) -
O ex-governador da oposição Luis Fernando Camacho foi libertado da prisão na sexta-feira e aguardará em prisão domiciliar a resolução de vários processos judiciais abertos, incluindo aqueles ligados à crise política que levou Jeanine Áñez ao poder em 2019.
Camacho estava atrás das grades desde dezembro de 2022, mas uma ordem da Suprema Corte de Justiça para revisar seu caso permitiu que ele deixasse a prisão de Chonchocoro, no departamento de La Paz, e se dirigisse à cidade onde fez sua carreira política, Santa Cruz.
Ao sair, usando a faixa de governador, ele considerou seu tempo na prisão como um "sacrifício", resultado de seu compromisso de não "fugir" ou "se vender" ao Movimento para o Socialismo (MAS), de acordo com o jornal 'El Deber'. Nesse sentido, ele enfatizou que não deixará a Bolívia em nenhuma circunstância, algo que ele está proibido de fazer por ordem judicial.
As últimas medidas judiciais contra Camacho e Áñez receberam o apoio de alguns dos candidatos mais votados nas eleições presidenciais de 17 de agosto, entre eles o vencedor do primeiro turno, Rodrigo Paz, que aplaudiu nas redes sociais o que ele entende como "sinais de uma mudança no sistema judiciário".
Por sua vez, o empresário Samuel Doria Medina enfatizou na sexta-feira que a libertação de Camacho da prisão é "uma consequência direta da vitória do povo contra o MAS nas eleições". "Vamos olhar com esperança para esse passo que, com a libertação de todos os presos políticos, nos levará a outro momento histórico", disse ele.
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