JULIEN DELFOSSE / DPPI Media / AFP7 / Europa Press
MADRID 26 ago. (EUROPA PRESS) -
Um tribunal chinês condenou nesta terça-feira à morte Liu Xingtai, ex-vice-presidente do Comitê Permanente do Congresso do Povo da província de Hainan, no sul da China, por ter se apropriado indevidamente de cerca de 316 milhões de yuans (cerca de 43 milhões de euros) enquanto estava no cargo.
De acordo com reportagens da televisão CCTV, há evidências de que Liu abusou de seu poder entre 2003 e 2024 para obter fundos de forma irregular por meio da concessão de contratos.
A decisão, que declara que o réu foi condenado à pena capital, destituído de seus direitos políticos e com todos os seus bens pessoais confiscados, exige que Liu devolva os bens, que já foram confiscados para posterior entrega ao Estado. No entanto, a sentença será suspensa por dois anos.
Desde que Xi Jinping se tornou presidente do país em 2013, ele implementou uma série de medidas rigorosas para combater a corrupção em todas as áreas. Assim, as penalidades por cometer tais crimes foram significativamente aumentadas.
Para o presidente chinês, a corrupção é um "tumor maligno" que ameaça a vitalidade e a capacidade de combate do partido. É por isso que ele insistiu que, enquanto tais atos ocorrerem, "devemos lutar, sem parar por um minuto". "O partido nunca tolerará a corrupção e sempre a punirá", disse ele.
A maioria das sentenças de morte é suspensa por um período de dois anos. Ao final desse período, a sentença pode ser substituída por prisão perpétua, a pedido da pessoa condenada, que não poderá ser libertada.
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