Publicado 17/04/2026 00:32

O ex-diretor de Inteligência do Brasil, Ramagem, comemora o fim de sua detenção “por uma questão de imigração”

Ele afirma estar em situação regular e pede a demissão do diretor da Polícia brasileira, que atribuiu a prisão a um pedido da própria polícia

Archivo - Arquivo - 3 de agosto de 2025, Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, Brasil: Rio de Janeiro (RJ), 03/08/2025 - React Brasil/Manifestação/Copacabana/Bolsonaro - Alexandre Ramagem, chefe de polícia e político brasileiro, filiado ao PL, durante uma manif
Europa Press/Contacto/Saulo Angelo - Arquivo

MADRID, 17 abr. (EUROPA PRESS) -

O ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (ABIN), Alexandre Ramagem, se pronunciou nesta quinta-feira sobre sua detenção na Flórida, nos Estados Unidos, a qual, segundo ele, ocorreu “por uma questão migratória”, e não por pedido das autoridades brasileiras, em relação à sua condenação a 16 anos de prisão por seu papel na trama golpista de 2022 liderada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro.

“Fui detido por uma questão de imigração”, afirmou em um vídeo divulgado em suas próprias redes sociais, no qual defendeu que a prisão não deveria ter ocorrido e que “muito menos” ele deveria ter sido encarcerado.

De fato, ele afirmou que “com as informações fornecidas”, as autoridades “viram claramente que eu não deveria passar por aquele procedimento (de detenção), muito menos ficar preso”. “Nem sequer tive que pagar fiança, algo comum nesses casos de imigração”, acrescentou.

O ex-chefe da Inteligência brasileira afirmou que entrou nos Estados Unidos “em setembro do ano passado de forma totalmente legal: passaporte e visto válidos, e sem antecedentes criminais”, além de com “um pedido de asilo”, após fugir do Brasil enquanto comparecia ao julgamento no qual acabou sendo condenado a 16 anos de prisão por acusações de organização criminosa, abolição violenta do Estado de Direito democrático e golpe de Estado, em relação ao uso da ABIN no âmbito da tentativa golpista.

“Em outras palavras, não só me encontro em uma situação completamente normal, como também não estou me escondendo aqui nos Estados Unidos”, destacou, afirmando que as autoridades públicas conhecem seu endereço e que suas filhas “estão matriculadas e frequentam regularmente a escola pública na Flórida”.

Nesse sentido, ele classificou a “outrora credível Polícia Federal (PF)” como um corpo de “bandidos”, ao mesmo tempo em que criticou o diretor da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, por ter apontado para uma “cooperação policial internacional” em sua prisão, quando se tratava de “uma situação de total normalidade”. “Uma vergonha”, repreendeu ele, antes de exigir que seja “destituído do cargo imediatamente”.

Ramagem se pronunciou assim um dia depois de as autoridades do Condado de Orange, no estado da Flórida, o terem libertado após dois dias de prisão, uma detenção que a PF vinculou às suas solicitações e que o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, previu que terminaria com o retorno do ex-diretor da ABIN para cumprir sua pena de prisão.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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