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MADRID 8 out. (EUROPA PRESS) -
O ex-diretor do FBI James Comey, demitido pelo presidente Donald Trump durante seu primeiro mandato, negou perante um juiz da Virgínia as acusações de falso testemunho e obstrução do Congresso que um grande júri o indiciou no mês passado e que poderiam lhe custar uma sentença de até cinco anos de prisão.
O juiz distrital dos EUA, Michael Nachmanoff, informou Comey sobre as acusações contra ele e seus direitos constitucionais durante a audiência, enquanto se aguarda o início definitivo do julgamento em janeiro próximo, informa a rede de televisão norte-americana CNN.
Durante a audiência, o advogado do ex-chefe do FBI voltou a apontar o presidente, Donald Trump, como o instigador final do caso, em linha com o que vem dizendo Comey, que sempre denunciou uma intencionalidade política e negou as acusações contra ele.
Os fatos remontam a uma aparição perante o Congresso em 2020 e na qual Comey supostamente mentiu ao negar qualquer conexão com o vazamento de informações sobre supostos laços entre Trump e o governo russo, de acordo com a acusação, representada neste caso por um ex-advogado do presidente, Lindsey Halligan.
Trump, no entanto, não poupou críticas a Comey, a quem chamou de "policial corrupto". Pouco antes da acusação, ele pediu nas mídias sociais que a procuradora-geral Pam Bondi tomasse medidas contra vários de seus adversários políticos, incluindo o ex-diretor do FBI.
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