Publicado 04/04/2026 23:02

Ex-diretor da AIEA pede aos países do Golfo que façam “tudo o possível” para conter o “louco” Donald Trump

Archivo - Arquivo - VIENA, 19 de maio de 2023  -- Esta foto, tirada em 15 de maio de 2023, mostra o logotipo da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) na sede da AIEA em Viena, Áustria. PARA ACOMPANHAR "Entrevista: Chefe da AIEA espera cooperação
Europa Press/Contacto/Liu Xinyu - Arquivo

MADRID 5 abr. (EUROPA PRESS) -

O ex-diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), Mohamed ElBaradei, apelou neste sábado aos países do Golfo, bem como às Nações Unidas e a outras potências internacionais, para que intervenham com urgência após o ultimato de 48 horas lançado ao Irã pelo presidente norte-americano Donald Trump, a quem chamou de “louco”.

Em uma mensagem em árabe divulgada nas redes sociais, ElBaradei fez um apelo direto aos governos da região, aos quais pediu “por favor” que “façam tudo o que estiver ao seu alcance antes que esse louco (Donald Trump) transforme a região em uma bola de fogo”.

Além disso, em outra publicação — desta vez escrita em inglês —, o ex-chefe da AIEA questionou a falta de resposta internacional diante da escalada de violência no Oriente Médio e interpelou diretamente a ONU, o Conselho Europeu e a França, China e Rússia. “Não há nada que se possa fazer para deter essa loucura!?”, questionou.

Nessa linha, ele criticou a imprevisibilidade do presidente americano e as consequências que sua falta de transparência pode acarretar para o conflito na região, lamentando que “Trump parece querer pôr fim a isso, mas não sabe como”.

“Ainda não sabemos se ele enviará soldados ao Irã para tentar desferir um golpe decisivo, se declarará vitória e se retirará, ou se finalmente conseguirá algum tipo de acordo. A única coisa que sabemos é que ele conseguiu dar vantagem ao Irã neste conflito, afundando a economia mundial e destruindo as alianças mais importantes dos Estados Unidos”, afirmou.

Este apelo à ação por parte de ElBaradei surge depois que o presidente dos Estados Unidos avisou, neste sábado, às autoridades iranianas que, dentro de dois dias, expirará o ultimato dado a Teerã para reabrir completamente o estreito de Ormuz ou chegar a um acordo para pôr fim à guerra.

A ameaça do presidente dos Estados Unidos ocorre ao final de uma semana em que o Irã descartou a possibilidade de um cessar-fogo provisório com os Estados Unidos, embora suas autoridades tenham esclarecido que estariam dispostas a negociar um fim “definitivo e duradouro”, nas palavras proferidas neste sábado por seu ministro das Relações Exteriores, Abbas Araqchi.

De fato, neste mesmo sábado, o coordenador adjunto do Estado-Maior das Forças Armadas iranianas, o general Alí Abdulahi, rejeitou esse ultimato “inútil” e “estúpido” e advertiu que, se Washington cumprir suas ameaças, Teerã atacará “sem restrições”.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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