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MADRID 12 maio (EUROPA PRESS) -
O ex-líder paramilitar Pablo Hernán Sierra, conhecido como "Pipintá", afirmou que o ex-presidente colombiano Álvaro Uribe (2002-2010) ordenou o assassinato de Vicente Castaño, um dos principais comandantes das Forças Unidas de Autodefesa da Colômbia (AUC).
Hernán explicou em uma entrevista à televisão pública colombiana Señal Colombia que Uribe fez um pacto com Diego Fernando Murillo, conhecido como "Don Berna", para eliminar Castaño em troca de não extraditá-lo para os Estados Unidos. Vicente Castaño era irmão do principal líder das AUC, Carlos Castaño.
Com esse assassinato, eles também conseguiram ocultar o fracasso das negociações de paz com as AUC, de acordo com Hernán, prisioneiro da prisão de Cómbita, em Boyacá, onde cumpre pena de 40 anos de prisão por vários crimes cometidos durante seu tempo como membro da organização paramilitar.
Hernán enviou recentemente essas informações por carta à Procuradoria Geral da Colômbia. No texto, ele afirma que Uribe e um de seus irmãos estavam envolvidos na criação do Bloco Metropolitano das AUC.
Hernán depôs no tribunal no julgamento contra Uribe pelos crimes de suborno de testemunhas, fraude processual e manipulação da justiça. No mesmo julgamento, Uribe negou veementemente conhecer Hernán e Juan Guillermo Monsalve, outro ex-paramilitar que testemunhou contra ele.
Esse depoimento pode ter implicações importantes para o julgamento. Por enquanto, a acusação e a defesa estão se preparando para interrogar mais de 70 testemunhas.
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