Publicado 24/11/2025 03:58

O ex-chefe da inteligência brasileira, Ramagem, afirma estar "seguro" nos EUA e com o "consentimento" de Trump.

Ele foi condenado a 16 anos de prisão por seu papel na tentativa de golpe liderada por Bolsonaro.

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Europa Press/Contacto/Saulo Angelo - Arquivo

MADRID, 24 nov. (EUROPA PRESS) -

O deputado e ex-líder da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) Alexandre Ramagem disse no domingo que está "seguro" nos Estados Unidos e com o "consentimento" do presidente Donald Trump, em suas primeiras declarações sobre uma fuga que transpirou nos últimos dias e com a qual buscaria evitar a sentença de 16 anos de prisão que pesa sobre ele por seu papel na tentativa de golpe de 2022 liderada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro.

"É lógico que não fiquei no Brasil, com minhas filhas me vendo preso sem ter cometido nenhum crime e sofrendo uma ditadura", disse Ramagem, que denunciou uma "grave perseguição" em uma entrevista com o blogueiro brasileiro Allan dos Santos - também fugitivo da justiça - que foi ecoada pelo jornal 'Folha'.

Ramagem, que disse ter se sentido "acolhido" pelo governo Trump, afirmou que a prisão preventiva decretada contra Bolsonaro foi a "conclusão de toda aquela cantilena" e a "consumação de toda a perseguição política", em referência ao processo por tentativa de golpe de Estado.

O deputado foi proibido de deixar o país devido à sua condenação pela tentativa de golpe, uma trama em que a Justiça comprovou seus crimes de organização criminosa, abolição violenta do estado de direito democrático e golpe de Estado, em relação ao uso da Abin no âmbito da tentativa de golpe.

Sua fuga segue a dos também deputados condenados Carla Zambelli - que foi presa em Roma e aguarda extradição - e Eduardo Bolsonaro, envolvido na campanha contra os juízes da Suprema Corte brasileira no contexto do julgamento contra seu pai, ambos nos últimos meses.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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