Publicado 21/05/2025 13:12

Ex-chefe da Força Aérea acusa Bolsonaro de pressão para colocar em dúvida a honestidade da eleição

Archivo - 6 de abril de 2025, São Paulo, São Paulo, Brasil: São Paulo (SP), 06/04/2025 - manifestação / anistia / Bolsonaro / SP - ato em apoio ao ex-presidente Jair Messias Bolsonaro, apoiadores pedem anistia, na Avenida Paulista, na cidade de São Paulo.
Europa Press/Contacto/Milene Cardoso - Arquivo

MADRID 21 maio (EUROPA PRESS) -

O ex-comandante da Força Aérea Brasileira, Carlos de Almeida Baptista, acusou na quarta-feira o ex-presidente Jair Bolsonaro de ter exercido pressão para questionar a honestidade do processo eleitoral durante as eleições de outubro de 2022, apesar de saber que não havia possibilidade de fraude.

Baptista disse que Bolsonaro foi informado por oficiais superiores de que não havia indicação de fraude, como parte de seu interrogatório como testemunha da violência que ocorreu após as eleições de 2022 e que culminou em ataques a instituições em janeiro de 2023.

Ele também confirmou que o ex-presidente tentou interferir em um relatório que foi produzido para as eleições e que confirmou a limpeza do sistema eleitoral. "Sim, eu ouvi isso sim, certamente outras testemunhas podem falar com mais precisão", disse Baptista.

Esse foi um dos vários depoimentos que os juízes começaram a ouvir na segunda-feira sobre o envolvimento de Bolsonaro na pior crise política dos últimos anos no Brasil, após a denúncia apresentada pela promotoria contra ele e cerca de 30 pessoas de seu círculo.

De acordo com a acusação, Bolsonaro e seu ex-candidato a vice-presidente, o general Walter Braga Netto, lideraram uma organização criminosa que chegou a considerar matar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva se não conseguissem impedir o resultado das eleições de outubro de 2022.

Entre os acusados estão figuras muito próximas a Bolsonaro, como seu então "braço direito", o coronel Mauro Cid, que assinou um acordo de colaboração com a Justiça; o ex-diretor de Inteligência Alexandre Ramagem; os ex-ministros da Defesa Paulo Sérgio Nogueira e da Justiça Anderson Torres, ou o ex-comandante da Marinha, almirante Garnier.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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