Europa Press/Contacto/Ignacio Lopez Isasmendi
MADRID 29 jan. (EUROPA PRESS) - A ex-candidata da Revolução Cidadã (RC) Luisa González rejeitou nesta quarta-feira a invasão de sua residência pela Procuradoria do Equador — sob suspeita de que teria recebido dinheiro da Venezuela para financiar sua campanha de 2023 —, alegando que as autoridades equatorianas querem "encobrir a corrupção" do governo e, por sua vez, desviar a acusação contra ela para a ex-líder de seu próprio partido, Marcela Aguiñaga.
“Revistam minha residência e não sabemos se o fazem para encobrir a corrupção deste governo”, alegou em uma intervenção na sede de seu partido, da qual compartilhou nas redes sociais vários trechos nos quais vincula várias figuras próximas ao presidente e ao seu Executivo ao narcotráfico, lamentando que não tenham ocorrido buscas nesses casos.
Da mesma forma, instou os agentes do Ministério Público a dirigirem-se ao Palácio de Carondelet, sede da Presidência e do Governo, se “querem algum crime”, embora tenha assegurado que não encontrariam ninguém “porque o turista (...) nunca está”, em alusão a Noboa e à sua agenda externa.
Na mesma linha, González acusou o Executivo de ser “o Governo da corrupção (...), do tráfico de cocaína (e) da morte”, classificando o presidente de “criança chorona” e acusando-o de “fugir” do país quando o eleitorado equatoriano rejeitou as quatro propostas apresentadas pelo governo no referendo constitucional e consulta popular de 16 de novembro de 2025.
“A Revolução Cidadã e Luisa González não recebemos um único centavo da Venezuela, de nenhum cartel, nem de ninguém”, defendeu paralelamente, alegando que Noboa e o Ministério Público “querem eliminar os opositores”, segundo o jornal Primicias.
A operação conhecida como caso “Caixa Magra” também incluiu a busca nas residências do deputado da RC Patricio Chávez e de Andrés Aráuz, companheiro de chapa de González para as eleições de 2023 e ex-chefe do partido, além de candidato presidencial nas eleições de 2021, entre um total de oito pessoas investigadas pelo suposto financiamento irregular da campanha para as eleições de 2023, nas quais González perdeu no segundo turno para o atual presidente, Daniel Noboa. No entanto, González — que, caso seja declarada culpada de crime organizado para lavagem de dinheiro, receberia uma sentença de até 30 anos de prisão — desviou a acusação para quem era então a presidente da Revolução Cidadã, Marcela Aguiñaga.
Esta, por sua vez, lamentou que “a política” tenha voltado a cair em “acusações e buscas” e rejeitou a acusação alegando que não fazia parte da equipe de campanha e que já havia renunciado à presidência do partido quando as contas eleitorais da formação foram apresentadas, conforme noticiado pelo jornal El Telégrafo.
Este é o segundo caso aberto contra a campanha de González, que deixou de ser secretária-geral do partido em 18 de janeiro. Nesse mesmo dia, ela recebeu uma notificação do Tribunal Contencioso Eleitoral (TCE) por supostas infrações no financiamento e nas despesas eleitorais durante a campanha.
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