Publicado 30/05/2025 22:59

Ex-assessor de Bolsonaro nega que Bolsonaro o tenha consultado sobre ação golpista de 2023

Archivo - 6 de abril de 2025, São Paulo, São Paulo, Brasil: São Paulo (SP), 06/04/2025 - manifestação / anistia / Bolsonaro / SP - ato em apoio ao ex-presidente Jair Messias Bolsonaro, apoiadores pedem anistia, na Avenida Paulista, na cidade de São Paulo.
Europa Press/Contacto/Milene Cardoso - Arquivo

MADRID 31 maio (EUROPA PRESS) -

O ex-subchefe de Assuntos Jurídicos da Presidência do Brasil, Renato de Lima França, negou nesta sexta-feira que o ex-presidente Jair Bolsonaro tenha apresentado qualquer pedido para avaliar as ações e medidas de caráter golpista empreendidas após as eleições de 2022 e que culminaram com o assalto à sede dos Três Poderes, na capital do país, Brasília, em 8 de janeiro de 2023.

"Não, nada, nem mesmo um pedido de estudo. O presidente não me perguntou nada sobre essas questões", disse França, um dos assessores jurídicos do ex-presidente, em declarações relatadas pela Agência do Brasil.

França depôs perante o juiz do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, como testemunha de defesa de Bolsonaro no âmbito da ação penal relativa ao golpe de Estado de 2023, na qual lhe foi perguntado se o ex-presidente alguma vez solicitou algum parecer ou estudo sobre a implementação de medidas de estado de sítio, medidas de defesa ou operações de Garantia da Lei e da Ordem (GLO).

"Nunca", insistiu o assessor em resposta à pergunta.

Ao mesmo tempo, nesta sexta-feira, o ex-comandante do Comando Militar do Planalto (CMP), general Gustavo Henrique Dutra, foi convocado para depor como testemunha do ex-ministro da Justiça e ex-secretário de Segurança Pública do Distrito Federal, Anderson Torres, acusado por suposto envolvimento no referido golpe.

Dutra afirmou que participou de uma reunião com o então secretário, ocorrida em 6 de janeiro de 2023, com o objetivo de "pedir ajuda para retirar os sem-teto do acampamento golpista que foi montado em frente ao quartel do Exército em Brasília", segundo o mesmo veículo de comunicação.

Segundo o general, o acampamento estava "vazio", com apenas cerca de 200 moradores de rua, para os quais, segundo ele, solicitou apoio da Secretaria.

Essas aparições fazem parte dos depoimentos das testemunhas de defesa do chamado 'Núcleo 1' da trama golpista, que inclui os oito acusados por unanimidade na Primeira Turma do STF em 26 de março, entre eles o próprio Bolsonaro e o já citado Anderson Torres.

Cerca de cinquenta testemunhas já prestaram depoimento até o momento.

Esses procedimentos foram iniciados depois que o Ministério Público brasileiro denunciou, em meados de fevereiro deste ano, o ex-presidente brasileiro Jair Bolsonaro e outras trinta pessoas por tentativa de golpe de Estado após a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições presidenciais de 2022, no que foi a primeira denúncia contra um ex-chefe de Estado do país latino-americano por tentar minar o Estado de Direito.

Tudo isso, depois que milhares de seguidores de Bolsonaro culminaram no domingo, 8 de janeiro de 2023, o ataque às instituições que eles vinham exigindo nas ruas há mais de dois meses. As sedes do Congresso, da Presidência e da Suprema Corte foram invadidas por aqueles que pediam intervenção militar e a deposição de um líder, Luiz Inácio Lula da Silva, cuja legitimidade eles não reconheciam.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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