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MADRID 3 jul. (EUROPA PRESS) -
O governo de transição sírio anunciou nesta sexta-feira a prisão de um alto funcionário do aparato militar durante o mandato de Bashar al Assad em Qamishli, no nordeste do país, acusado de cometer abusos “sistemáticos” contra civis, incluindo o envio de pessoas para a prisão de Sednaya, conhecida como um dos centros de detenção mais brutais do mundo durante o governo anterior.
O Ministério do Interior confirmou a prisão do ex-general de divisão Alí Salé Dhiab, a quem descreve como “um oficial de destaque do aparato militar e de segurança do antigo regime” derrubado no final de 2024, em declarações à agência de notícias estatal SANA.
Assim, de acordo com informações das forças de segurança sírias, Dhiab chegou a exercer o cargo de chefe da Segurança Militar em Qamishli, perto da fronteira com a Turquia, durante uma década, entre 2008 e 2018, anos em que teria cometido “violações e crimes sistemáticos”.
Em particular, Dhiab é acusado da “perseguição e detenção de um grande número de jovens” na referida localidade, bem como em Hasaka, também no nordeste da Síria, e de seu transferimento para a chamada “Filial Palestina” — ou “Filial 235” —, uma prisão construída em 1969 ao sul de Damasco, onde opositores eram detidos e sofriam abusos — e para a prisão de Sednaya.
Esta última, localizada ao norte da capital síria, é conhecida como um dos centros de detenção mais brutais do mundo. Inaugurada em 1987 e ligada à administração da família Al Assad, durante o período entre 2011 e 2015, o regime chegou a realizar até 50 enforcamentos por semana dentro de suas paredes, segundo relatou a Anistia Internacional.
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