Publicado 19/10/2025 18:56

Evo Morales vota nulo devido à ausência de "representação popular e indígena" nas eleições bolivianas.

Archivo - Arquivo - 22 de outubro de 2021: EUM20211022POL02.JPG .CIDADE DO MÉXICO PolíticaPolítica-Evo Morales - 22 de outubro de 2021. Evo Morales, ex-presidente da Bolívia, dá uma coletiva de imprensa no México. Foto: Agência EL UNIVERSALGermán Espinosa
Europa Press/Contacto/El Universal - Arquivo

MADRID 19 out. (EUROPA PRESS) -

O ex-presidente da Bolívia, Evo Morales, votou nulo no segundo turno das eleições presidenciais bolivianas realizadas neste domingo porque nenhum dos candidatos representa o movimento popular ou o movimento indígena.

"Não tenho nenhum interesse. Ambos representam um punhado de pessoas na Bolívia. Eles não representam o movimento popular. Muito menos o movimento indígena. Estamos aqui para cumprir a democracia. Votamos, mas não viemos para eleger", explicou Morales da escola no município de Villa Tunari, em Cochabamba, de acordo com o jornal boliviano 'La Razón'.

O líder do partido Estamos Volviendo Obligados por el Pueblo (Evo Pueblo) criticou esse segundo turno porque ele representa uma despesa para o Estado que "poderia ter sido evitada".

Ele também apontou que o dia da votação foi marcado pela abstenção, com silêncio por parte dos eleitores e uma acentuada falta de interesse. "O absenteísmo é total. Não há vontade. Não há interesse. Alguns vêm para cumprir o mandato democrático", ressaltou.

Morales atribuiu essa falta de interesse aos "insultos constantes" entre os candidatos, em vez de apresentarem suas propostas. Ele também questionou o fato de que ambos os partidos estão buscando empréstimos internacionais para resolver a crise econômica.

"As propostas dos candidatos são desrespeitosas com o povo boliviano. Todos eles dizem que vão resolver a situação econômica com créditos do Fundo Monetário Internacional (FMI), todos eles indo para os Estados Unidos", criticou.

Neste domingo, Jorge 'Tuto' Quiroga e Rodrigo Paz, ambos candidatos conservadores, disputarão a presidência da Bolívia em um segundo turno que foi uma surpresa após 20 anos no poder do partido esquerdista Movimiento Al Socialismo (MAS), do presidente cessante, Luis Arce.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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