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MADRID 19 maio (EUROPA PRESS) -
O ex-presidente da Bolívia, Evo Morales, acusou o ex-ministro do governo e novo candidato do Movimento ao Socialismo (MAS), Eduardo del Castillo, de ser "um agente da CIA", a agência de inteligência dos Estados Unidos.
"(Está) totalmente confirmado (que) um acrônimo (MAS) que costumava defender a dignidade e a soberania, agora (tem como) candidato um agente da CIA. Eduardo del Castillo (é) um agente da CIA", disse ele em seu programa dominical na Radio Kawsachun Coca.
O ex-presidente citou como prova uma suposta reunião "com a embaixada dos EUA" em dezembro de 2021 para "planejar a prisão do coronel (Maximiliano) Dávila" a fim de "prejudicar Evo". Ele também levantou como prova o tiroteio em que esteve envolvido em outubro de 2024 e no qual um dos helicópteros em que, segundo ele, os policiais que dispararam os tiros fugiram, "era pilotado por um colombiano", contratado pela polícia e também um "agente da CIA".
Morales também garantiu que também é prova que Castillo solicitou informações à Agência Antidrogas dos EUA (DEA) sobre o coronel Dávila, acusado na Bolívia de lavagem de dinheiro e nos EUA por tráfico de drogas, e que em novembro de 2024 foi a primeira extradição desse tipo nos 20 anos de governos do MAS.
Eduardo del Castillo renunciou ao cargo de chefe do Ministério do Governo há alguns dias, depois que o presidente boliviano Luis Arce o nomeou como candidato do governo do MAS para as eleições presidenciais a serem realizadas no país latino-americano em 17 de agosto.
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