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BRUXELAS 11 set. (EUROPA PRESS) -
O plenário do Parlamento Europeu adotou uma resolução na quinta-feira alertando sobre o risco para a democracia na Colômbia devido aos episódios de violência política e ao avanço do terrorismo, ao mesmo tempo em que pede à União Europeia que siga o exemplo dos Estados Unidos e inclua grupos criminosos colombianos como o "Clan del Golfo" e o "Cartel de los Soles" em sua lista de organizações terroristas por darem cobertura a grupos armados colombianos.
A posição, adotada em sessão plenária em Estrasburgo (França), foi aprovada com 355 votos a favor, 173 contra e 15 abstenções, e pede especificamente que a Alta Representante da UE para Política Externa, Kaja Kallas, e o Conselho (governos) incluam o "Clan del Golfo", os grupos dissidentes das FARC Segunda Marquetalia e Estado Mayor Central e o "Cartel de los Soles".
Suas exigências também incluem a necessidade de uma investigação minuciosa dos ataques terroristas na Colômbia, incluindo o assassinato do senador Miguel Uribe Turbay, para que os autores sejam levados à justiça.
Os eurodeputados também alertam para o fato de que o caso de Uribe Turbay não é um incidente isolado, mas uma evidência de um clima geral de "intimidação política e violência", e expressam seu apoio àqueles que, na Colômbia, rejeitam a violência e a corrupção e defendem os princípios democráticos.
O texto alerta ainda para a crescente polarização política e adverte que as declarações inflamadas de figuras do governo contribuíram para incitar o ódio e a instabilidade.
Nesse contexto, os eurodeputados argumentam que o Estado colombiano deve agir "sem demora" para proteger políticos, defensores dos direitos humanos, jornalistas e qualquer cidadão que esteja exercendo seus direitos democráticos.
À luz dos ataques contra políticos em 2025, os eurodeputados pedem medidas de segurança "robustas" para garantir que as próximas eleições em 2026 possam ser realizadas "livremente e com segurança", pois é "essencial" combater a impunidade para evitar novos ataques e proteger os direitos políticos.
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