BRUXELAS 9 out. (EUROPA PRESS) -
O Parlamento Europeu pediu nesta quinta-feira uma resposta mais forte da UE ao "apartheid de gênero" imposto pelo regime Talibã no Afeganistão, insistindo em mais sanções contra Cabul e na não retomada das relações diplomáticas.
Em uma resolução adotada com 504 votos a favor, os eurodeputados condenaram as restrições ao acesso das mulheres à educação, à saúde e ao trabalho humanitário e denunciaram essas políticas discriminatórias como "apartheid de gênero", que a UE deve denunciar como um "crime contra a humanidade".
O relatório também aponta para a violência sistemática contra as mulheres, incluindo a violência sexual e o casamento infantil forçado.
Os eurodeputados apelam à UE para que adote sanções, proibições de viagem e congelamento de bens contra os líderes talibãs responsáveis por violações dos direitos humanos, insistindo ao mesmo tempo que o bloco mantenha contatos diplomáticos com o regime.
APOIO EMERGENCIAL AO TERREMOTO DE KUNAR
Em todo caso, sobre a situação humanitária no país após o terremoto em Kunar, o Parlamento Europeu pede uma resposta humanitária intensificada para atingir a população mais desfavorecida.
Os eurodeputados instam a Comissão Europeia a reforçar o apoio com urgência, tendo em conta a redução da ajuda internacional a Cabul após a tomada do poder pelos talibãs.
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