EUROPEAN UNION 2014 - EUROPEAN PARLIAMENT
Reivindicam uma parceria estratégica com a Ucrânia e que a parceria UE-OTAN continue a ser “a pedra angular” da defesa europeia BRUXELAS 15 jan. (EUROPA PRESS) -
A Comissão de Segurança e Defesa (SEDE) do Parlamento Europeu emitiu um relatório no qual apela ao reforço das Parcerias de Segurança e Defesa (ASD) da UE, uma vez que estas são “fundamentais” para responder às “ameaças emergentes”, num momento que é “o mais grave desde a Segunda Guerra Mundial”.
O texto, que foi aprovado por maioria na comissão e será submetido ao plenário do Parlamento Europeu para votação final, alerta que a UE atravessa “a sua situação de segurança mais grave” desde 1945, um momento marcado “pela guerra de agressão da Rússia contra a Ucrânia”, bem como por “ameaças híbridas, ciberataques, terrorismo, riscos às infraestruturas críticas e os efeitos das mudanças climáticas”.
Os eurodeputados identificam a Rússia, “apoiada pelo Irão, Coreia do Norte e Bielorrússia”, como “a principal ameaça”, enquanto a China é descrita como “um concorrente estratégico cujo apoio a Moscovo obriga a UE a reforçar a sua resiliência económica e defensiva”. “A segurança da Europa já não pode ser dada como garantida. Em qualquer cenário, a tarefa mais importante é que a UE construa a sua própria fortaleza. Precisamos de uma abordagem mais estratégica e coordenada”, afirmou após a votação o relator do relatório, o eurodeputado popular da Polónia Michal Szczerba.
Na sua opinião, “as Parcerias de Segurança e Defesa são essenciais” e “as ameaças não param nas fronteiras”, pelo que “a UE não pode agir sozinha”. “A verdadeira autonomia estratégica depende de parcerias que proporcionem capacidades concretas, interoperabilidade e resiliência”, prosseguiu na sua explicação.
No entanto, os eurodeputados consideram que estas associações “são uma necessidade e não uma opção”, uma vez que apoiam “a autonomia estratégica da UE”, permanecendo “totalmente complementares à OTAN e baseadas na cooperação multilateral”. ASSOCIAÇÃO ESTRATÉGICA COM A UCRÂNIA
A União Europeia mantém atualmente parcerias de segurança e defesa com oito países parceiros, como a Noruega, o Reino Unido, o Canadá, a Coreia do Sul e o Japão, bem como com países candidatos à adesão, como a Albânia, a Macedônia do Norte e a Moldávia.
Essas parcerias facilitam que a UE e seus parceiros se alinhem em interesses e prioridades estratégicas comuns, reforcem a interoperabilidade e a coordenação em defesa, realizem compras conjuntas de armamento e também participem de missões e operações conjuntas ou enfrentem ameaças emergentes, como ataques híbridos e cibernéticos.
Nesse sentido, os eurodeputados propuseram formalizar uma parceria estratégica com a Ucrânia, argumentando que o apoio a Kiev “é a base da defesa europeia” neste momento. Eles também pedem apoio militar, industrial e político sustentado a Kiev, garantias de segurança e o uso de ativos russos congelados para a reconstrução da Ucrânia, “em conformidade com o direito internacional”.
O texto defende também o acompanhamento e a supervisão parlamentar das Parcerias de Segurança e Defesa, bem como “uma cooperação mais profunda com parceiros adicionais e a inclusão dos parceiros SDP nas principais iniciativas de defesa da UE”. A OTAN, PEDRA ANGULAR DA DEFESA
A comissão do Parlamento Europeu salientou que a OTAN “continua a ser a pedra angular da defesa coletiva”, embora tenha insistido na necessidade de desenvolver “uma capacidade europeia mais autónoma e operacional”. Nesse sentido, apelaram à melhoria da interoperabilidade militar, da aquisição conjunta, da coordenação industrial e do planeamento partilhado com a OTAN, a fim de evitar duplicações e aumentar a preparação militar do continente.
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