STRASBOURG (FRANÇA), 10 (EUROPA PRESS)
O plenário do Parlamento Europeu pediu nesta quinta-feira aos governos europeus que acelerem a implementação da nova Lei Europeia de Matérias-Primas para quebrar a dependência de importações críticas da China, que impôs novas restrições às exportações de terras raras e ímãs usados nos setores de defesa, energia e automotivo para se defender da guerra tarifária dos EUA.
A resolução adotada em Estrasburgo (França) com 523 votos a favor, 75 contra e 14 abstenções também destaca a necessidade de a UE ativar projetos de mineração nacionais.
Além disso, a resolução insta a Comissão e os próprios governos a avaliar o nível mínimo de reservas estratégicas de elementos de terras raras, bem como a buscar novas parcerias de matérias-primas com países terceiros que atendam a altos padrões de sustentabilidade e direitos humanos.
A posição do Parlamento lembra que, em abril passado, Pequim impôs restrições às exportações de sete elementos de terras raras e ímãs necessários em setores estratégicos como defesa e energia, que agora precisam de licenças adicionais para poderem sair do mercado chinês para o exterior.
Os eurodeputados alertam para a estratégia "quase monopolista" do gigante asiático e denunciam as suas ações "coercivas", instando a UE a tomar medidas para identificar, implementar e reforçar os setores em que os produtos e tecnologias essenciais chineses têm uma vantagem sobre os seus concorrentes europeus.
Nesse contexto, eles também alertam para a necessidade de "acelerar" a implementação das novas regulamentações comuns sobre matérias-primas fundamentais, com as quais o bloco pretende obter acesso seguro, diversificado e sustentável a materiais essenciais, como lítio, cobalto e magnésio.
O objetivo da nova lei adotada em 2024 é garantir que, a partir de 2030, a União Europeia (UE) não obtenha mais de 65% desses materiais de um único país terceiro, como a China.
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