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BRUXELAS 9 jul. (EUROPA PRESS) -
O Parlamento Europeu denunciou nesta quarta-feira o avanço autoritário na Geórgia, destacando que o partido governista Sonho Georgiano cooptou ilegalmente as instituições, e reiterou sua exigência de uma repetição das eleições e de que a UE adote sanções contra os responsáveis, uma medida que até agora não pôde tomar devido à falta de consenso.
As eleições parlamentares de outubro passado representaram um ponto de inflexão em direção ao regime autoritário, afirma o Parlamento em um relatório adotado com 490 votos a favor, 147 contra e 49 abstenções. O relatório conclui que o partido governista Sonho Georgiano "se apoderou ilegalmente" das instituições do Estado e "eliminou as salvaguardas democráticas", adotando medidas para criar uma legislação repressiva e perseguindo opositores políticos, jornalistas e manifestantes.
Nesse sentido, o relatório pede a repetição das eleições sob observação internacional e independente, insistindo no não reconhecimento do parlamento georgiano e de seu presidente.
Os eurodeputados pedem à UE que tome medidas para impor sanções contra o país e para colocar na lista negra os responsáveis pelo desvio democrático, ao mesmo tempo em que pedem uma revisão do Acordo de Associação com a Geórgia.
Além de denunciar o clima de perseguição contra a imprensa e as forças de oposição, o documento do Parlamento Europeu lamenta que as eleições municipais de outubro próximo "não representem uma oportunidade de refletir a escolha do povo georgiano", devido ao número de líderes da oposição detidos ou presos, e pede sua libertação antes das eleições para permitir uma verdadeira competição eleitoral.
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