Alexander Kazakov/TASS via ZUMA / DPA - Arquivo
BRUXELAS 13 nov. (EUROPA PRESS) -
O Parlamento Europeu acredita que a Rússia, a China e o Irã, juntamente com outros seis países, estão por trás de 80% dos casos de repressão a ativistas e opositores fora de suas fronteiras, cada vez mais em solo europeu, de acordo com um relatório aprovado na quinta-feira, que afirma que na última década houve 1.200 casos em 103 países.
Os eurodeputados definem a repressão transnacional como "ataques e ameaças perpetrados por Estados, regimes autoritários e seus agentes". Esse fenômeno tem como objetivo defender e promover seus interesses "além das fronteiras", para "coagir, controlar ou silenciar dissidentes, oponentes políticos, jornalistas, ativistas, defensores dos direitos humanos e membros da diáspora", afirmam os eurodeputados.
Além de Pequim, Moscou e Teerã, o relatório também destaca parceiros importantes da UE, como a Turquia e o Egito, em uma lista que também inclui o Tajiquistão, o Turcomenistão, o Uzbequistão, a Bielorrússia e o Camboja. Os eurodeputados acusam esses países de "assassinatos seletivos, sequestros, violência, assédio e repatriação forçada, desaparecimentos e expulsões".
INCLUIR A REPRESSÃO TRANSNACIONAL NOS ACORDOS DA UE
Em resposta, os eurodeputados propõem que a repressão transnacional seja abordada nos acordos da UE com países terceiros para que as cláusulas de direitos humanos sejam monitoradas.
A proposta também pede que os países da UE tomem as precauções máximas para identificar, prevenir e lidar com as formas digitais de repressão transnacional, incluindo campanhas de desinformação contra defensores dos direitos humanos ou casos de espionagem cibernética.
No que diz respeito às ações da própria UE, ela pede mais uso de seu plano abrangente de sanções aos direitos humanos e mais atribuição e responsabilização dos países por trás desses casos de repressão longe de seu território.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático