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MADRID 6 set. (EUROPA PRESS) -
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou uma ordem executiva sob a qual o país poderá impor sanções aos países que realizam detenções "injustas" contra cidadãos norte-americanos e criar uma lista na qual eles serão designados como "patrocinadores estatais de detenções injustas", semelhante à que já existe com os países considerados patrocinadores do terrorismo.
"Os Estados Unidos devem redobrar os esforços para proteger os cidadãos americanos de detenções injustas no exterior. O governo dos EUA está empenhado em usar todas as ferramentas disponíveis para impedir essa tática coercitiva usada por adversários estrangeiros e deve responsabilizá-los. Nenhum americano deve temer ser tomado como um peão político por Estados desonestos", diz o projeto de lei aprovado na sexta-feira.
O secretário de Estado terá a tarefa de designar os países envolvidos em tais detenções ou que atualmente mantêm americanos ilegalmente presos, com os critérios para designar uma prisão "injusta" a serem orientados pela chamada Lei Levinson.
A inclusão nessa lista pode resultar na imposição de sanções - que podem incluir tarifas - restringindo a entrada de cidadãos desses países nos Estados Unidos e a viagem de americanos para esses estados, suspendendo a ajuda econômica ou limitando as exportações.
"As detenções injustas são uma afronta ao estado de direito e têm a intenção de minar nossa liderança no cenário mundial. Os Estados Unidos não tolerarão esses ataques à nossa soberania ou aos cidadãos americanos", afirma a política.
A Casa Branca afirmou que, desde o início do segundo mandato de Donald Trump, 72 americanos detidos no exterior foram devolvidos e criticou o ex-presidente Joe Biden por um total de 24 mais capturados do que libertados durante seu mandato.
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