Publicado 19/09/2025 08:11

EUA restringem a liberdade de movimento do ministro da delegação de Lula da Silva na ONU

Archivo - Arquivo - 22 de maio de 2025, São Paulo, São Paulo, Brasil: São Paulo (SP), 22/05/2025 Êxito Esporte/Caixa/Presidente/Lula/SP - O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, participará da cerimônia de renovação do patrocínio da Caixa e do Governo Fed
Europa Press/Contacto/Leco Viana, Leco Viana

MADRID 19 set. (EUROPA PRESS) -

O governo dos Estados Unidos decidiu restringir a liberdade de movimento do ministro da Saúde do Brasil, Alexandre Padilha, que não poderá sair a mais de cinco quarteirões do local onde está hospedado, caso venha a fazer parte da comitiva do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na 80ª Assembleia Geral das Nações Unidas, que será realizada na próxima semana.

Além de Padilha, seus familiares e todos aqueles que fazem parte de sua comitiva pessoal também estão sujeitos a essas restrições. O ministro da Saúde foi o último a obter a aprovação do governo dos EUA para entrar no país, o que não aconteceu com sua esposa e filha no mês passado.

Padilha minimizou há alguns dias o fato de que os Estados Unidos estavam prolongando a renovação de seu visto mais do que o normal, apontando que apenas aqueles que querem ir àquele país para "fazer lobby por traição" estão preocupados com essa questão, em uma clara alusão ao filho de Jair Bolsonaro, Eduardo.

Caso Padilha finalmente faça parte da expedição brasileira, ele não poderá sair de uma área equivalente a cinco quadras de seu hotel e seguir fielmente as rotas demarcadas para ir dali até a sede da ONU.

No mês passado, o governo Trump revogou os vistos de Padilha - embora ele não tenha sido diretamente afetado porque já haviam expirado em 2024 - bem como os de sua esposa e filha de 10 anos, como parte de um conjunto mais amplo de restrições impostas aos funcionários do programa Mais Médicos do governo brasileiro.

Padilha acusou os Bolsonaros de estarem por trás do caso, que também é uma "forma de intimidar aqueles que não se curvarão diante de Trump", disse ele em uma entrevista à Globo News.

O presidente dos EUA tomou decisões semelhantes em relação a outras altas autoridades brasileiras, como o juiz Alexandre de Moraes, em resposta ao julgamento do golpe que condenou o ex-presidente Bolsonaro a 27 anos de prisão.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

Contenido patrocinado