MADRID, 26 jul. (EUROPA PRESS) -
O governo dos Estados Unidos criticou fortemente no sábado a libertação e posterior deportação pelas autoridades francesas do guerrilheiro libanês Georges Abdullah, que retornou ao seu país natal na sexta-feira, depois de passar mais de quatro décadas preso na França.
Abdallah foi um dos líderes da organização marxista das Forças Armadas Revolucionárias Libanesas (FARL), criada após a invasão israelense do Líbano em 1982 e que reivindicou a responsabilidade pelos assassinatos, no mesmo ano, do adido militar da Embaixada dos EUA em Paris, Charles Ray, e do conselheiro da Embaixada de Israel, Yacov Barsiov.
O guerrilheiro, preso dois anos depois, foi considerado culpado em uma atmosfera de extrema tensão política na França e após um julgamento que, de acordo com os defensores do miliciano, foi irregular a ponto de o primeiro advogado do guerrilheiro, Jean-Paul Mazurier, acabar admitindo apenas um mês após o veredicto final que ele era um "espião" da inteligência francesa.
O Departamento de Estado dos EUA declarou seu descontentamento com a decisão das autoridades francesas. "Sua libertação põe em risco a segurança dos diplomatas americanos no exterior e representa uma grave injustiça para as vítimas e as famílias dos mortos", disse a porta-voz do Departamento de Estado dos EUA, Tammy Bruce, em uma mensagem publicada nas mídias sociais.
"Os Estados Unidos continuarão a defender a busca por justiça nessa questão", acrescentou ela, sem dar mais detalhes e sem que o governo francês tenha feito qualquer declaração sobre o assunto até o momento.
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