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MADRID 15 mar. (EUROPA PRESS) -
As autoridades norte-americanas prenderam um estudante palestino que havia participado de protestos na Universidade de Columbia contra a ofensiva militar de Israel na Faixa de Gaza, o segundo caso desse tipo registrado em apenas alguns dias.
Desta vez, trata-se de Leqaa Kordia, originária da Cisjordânia e que, de acordo com o Departamento de Segurança Interna, já havia expirado sua permissão de estudante por "não comparecer" às aulas. A administração de Donald Trump destacou que Kordia já havia sido detida em abril de 2024 por participar "de protestos a favor do Hamas" na universidade, localizada em Nova York.
Também confirmou a saída do país de um cidadão indiano, Ranjani Srinivasan, que chegou aos Estados Unidos com um visto de estudante para estudar na Universidade de Columbia e "estava envolvido em atividades de apoio ao Hamas, uma organização terrorista".
No sábado, as autoridades americanas fizeram uma primeira prisão, a de Mahmoud Khalil, o que provocou uma onda de críticas de organizações de direitos humanos que consideram excessivas as represálias anunciadas por Trump contra a comunidade estudantil.
No entanto, a secretária de Segurança Interna, Kristi Noem, argumentou, após os últimos relatos, que viver e estudar nos Estados Unidos é um "privilégio" que também implica obrigações. "Quando você defende a violência e o terrorismo, você deveria ser destituído desse privilégio e não deveria estar neste país", alertou ela em um comunicado.
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