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MADRID, 7 ago. (EUROPA PRESS) -
O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, pediu que a situação dos reféns mantidos na Faixa de Gaza "não seja ofuscada" pela crise humanitária no enclave palestino, ao mesmo tempo em que denunciou que é precisamente a questão dos reféns que "recebe menos atenção" da comunidade internacional.
"Há muita atenção na questão humanitária, e estamos fazendo tudo o que podemos para ajudar, mas não se dá atenção suficiente ao fato de que há 20 pessoas que não têm nada a ver com isso e que ainda são mantidas como reféns nos túneis, correndo o risco de morrer a qualquer momento", lamentou Rubio durante uma entrevista à Fox News.
Nesse sentido, ele disse que, para o governo de Donald Trump, essas duas questões "estão inter-relacionadas", e afirmou que o Movimento de Resistência Islâmica (Hamas) "não pode continuar existindo". "Até a Liga Árabe diz isso", acrescentou.
"Enquanto o Hamas existir como um grupo armado em Gaza, não haverá paz, não haverá um futuro pacífico. Porque isso continuará a acontecer, e não podemos permitir que isso aconteça.
O embaixador dos EUA em Israel, Mike Huckabee, disse que a Fundação Humanitária de Gaza (GHF) deve "entender sua missão" e operar "dia e noite", apesar das críticas de organizações de direitos humanos que pedem seu fechamento.
"O plano imediato é aumentar as áreas em que opera e estender as horas para que muito mais alimentos sejam entregues de forma eficiente", disse ele, também em entrevista à Fox News.
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