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MADRID 4 maio (EUROPA PRESS) -
O governo de Ruanda e a administração do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, estão negociando a possibilidade de um acordo para a deportação de africanos, tanto ruandeses como de outros países, segundo fontes da CBS.
Nas próximas duas semanas, os dois lados discutirão a compensação que o país africano receberá em troca de aceitar esses deportados, de acordo com uma autoridade ruandesa citada pela CBS. Fontes dos EUA e de Ruanda confirmaram que os contatos estão em andamento e incluem o envio de cidadãos de outros países.
O próprio Secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, reconheceu esta semana que estão buscando ativamente novos países para receber os migrantes expulsos dos EUA. "Estamos trabalhando com outros países para dizer 'queremos enviar a vocês alguns dos seres humanos mais desprezíveis'", disse Rubio ao lado de Trump. "Quanto mais longe dos Estados Unidos, melhor", observou ele.
Essas negociações coincidem com os esforços do Departamento de Estado para chegar a um acordo de paz entre Ruanda e a República Democrática do Congo.
O Washington Post foi o primeiro a informar sobre essas negociações. A jornalista independente Marisa Kabas também informou sobre a recente deportação de um cidadão iraquiano dos Estados Unidos para Ruanda.
Fontes ruandesas confirmaram essa última deportação, mas não forneceram nenhuma informação adicional. Em vez disso, destacaram a experiência do país em lidar com deportados e lembraram o acordo firmado com o governo anterior do Reino Unido.
O acordo seria semelhante ao firmado com El Salvador, que aceita deportados dos EUA em troca de uma taxa. Muitos, também cidadãos de países terceiros, acabam na superprisão Centro de Confinamiento contra el Terrorismo (CECOT). Essas deportações foram contestadas nos tribunais dos EUA.
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