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MADRID 20 mar. (EUROPA PRESS) -
O governo dos Estados Unidos impôs nesta quinta-feira sanções contra uma empresa com sede na China por comprar petróleo iraniano no valor de cerca de 500 milhões de dólares (460 mil euros) através de navios ligados aos houthis, os rebeldes iemenitas que o governo americano considera uma organização terrorista.
O Departamento do Tesouro disse em um comunicado que as sanções afetam uma "refinaria sediada na província chinesa de Shandong", que supostamente comprou petróleo bruto iraniano. Essas compras, de acordo com o documento, constituem uma "linha de vida essencial para o regime iraniano, o maior patrocinador do terrorismo no mundo".
"Os Estados Unidos estão empenhados em bloquear todas as receitas que facilitam a Teerã continuar a financiar o terrorismo e desenvolver seu programa nuclear", disse o documento, enquanto o presidente dos EUA, Donald Trump, procura exercer o máximo de pressão possível sobre o Irã.
As autoridades explicaram que essas refinarias são pequenas empresas privadas localizadas na China, em contraste com as grandes empresas estatais do gigante asiático.
O petróleo iraniano em questão, de acordo com o texto, foi transportado pelo Irã graças à sua chamada "frota fantasma", composta por navios de carga usados pelas autoridades iranianas para contornar esses tipos de restrições às exportações de petróleo. É por isso que esse último pacote de sanções também inclui 19 navios e empresas responsáveis pelo abastecimento desses tipos de refinarias.
Por sua vez, o Departamento de Estado indicou em uma declaração que "o regime iraniano continua a alimentar o conflito no Oriente Médio enquanto continua a desenvolver seu programa nuclear". "As exportações de petróleo do Irã são possíveis graças a uma rede de facilitadores que enganosamente carregam e transportam o petróleo iraniano para ser vendido a compradores na Ásia", afirmou.
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