Europa Press/Contacto/Josue Perez
MADRID 17 set. (EUROPA PRESS) -
O governo dos Estados Unidos anunciou nesta quarta-feira que designou quatro milícias iraquianas "alinhadas com o Irã" como organizações terroristas estrangeiras, antes de acusar Teerã de apoiar esses grupos para "realizar ataques" no país centro-asiático, sem que as autoridades iraquianas ou iranianas tenham se pronunciado sobre o assunto.
O Departamento de Estado dos EUA indicou em um comunicado que essa decisão afeta Harakat al Nujaba, Kataib Sayid al Shuhada, Harakat Ansaralá al Aufiya e Kataib al Imam Alí, formações que já estavam incluídas em sua lista de "terroristas globais especialmente designados".
"Como um dos principais patrocinadores do terrorismo, o Irã continua a fornecer apoio que permite que essas milícias planejem, facilitem ou realizem ataques no Iraque", disse o Secretário de Estado Marco Rubio, que observou que "as milícias alinhadas ao Irã realizaram ataques contra a Embaixada dos EUA em Bagdá e bases que hospedam tropas dos EUA e da coalizão, muitas vezes usando nomes falsos ou grupos associados para disfarçar seu envolvimento".
Ele também observou que essa decisão faz parte de um memorando de segurança nacional aprovado pelo presidente dos EUA, Donald Trump, que busca aplicar "pressão máxima" sobre o Irã "para cortar os suprimentos para o regime e suas armas e parceiros terroristas".
"Os Estados Unidos continuarão a usar todas as ferramentas disponíveis para proteger nossos interesses de segurança nacional e negar financiamento e recursos aos terroristas", explicou, referindo-se ao fato de que essas medidas negam aos designados o acesso ao sistema financeiro dos EUA e confiscam suas propriedades ou bens nos EUA.
A designação também significa que os cidadãos americanos não podem se envolver em comércio ou negócios com os indivíduos sancionados e estarão sujeitos a sanções se o fizerem. "O envolvimento em determinadas transações com eles representa um risco de sanções secundárias por parte das autoridades de contraterrorismo", adverte o Departamento de Estado.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático