O partido oposicionista Centro Democrático chama a decisão de "vingança" contra Uribe porque "Petro tem medo dele".
MADRID, 29 jul. (EUROPA PRESS) -
O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, criticou na segunda-feira uma suposta "instrumentalização do judiciário colombiano por juízes radicais" após a condenação por suborno de testemunhas e fraude processual contra o ex-presidente colombiano Álvaro Uribe.
"A instrumentalização do judiciário colombiano por juízes radicais abriu um precedente preocupante", disse o chefe da diplomacia norte-americana, que defendeu que "o único crime do ex-presidente colombiano Uribe foi lutar incansavelmente e defender sua pátria".
Por sua vez, a ministra das Relações Exteriores da Colômbia, Rosa Yolanda Villavicencio, rejeitou essas declarações, denunciando que "sua interferência nos assuntos judiciais colombianos viola nossa soberania e ignora a independência do judiciário". Por sua vez, o presidente do país, Gustavo Petro, fez eco à reação, acrescentando que "o mundo deve respeitar os juízes da Colômbia, muitos dos quais foram assassinados por ajudar o mundo".
CENTRO DEMOCRÁTICO ATACA A SENTENÇA E JUÍZES PEDEM PROTEÇÃO
A intervenção de Rubio ocorreu após as declarações da senadora do Centro Democrático e pré-candidata às eleições presidenciais de 2026, Paloma Valencia, que classificou a sentença como "vingança" e "um ataque", afirmando em um vídeo postado nas redes sociais que "Petro tem medo de Uribe".
Diante dessa situação, a Corporação de Juízes e Magistrados da Colômbia solicitou, por meio de uma declaração divulgada na segunda-feira, que as autoridades do país forneçam "as medidas de proteção necessárias" para "garantir a todos os juízes da República e suas respectivas equipes de trabalho as condições necessárias para o cumprimento de suas funções".
A organização também expressou "sua solidariedade e apoio" à juíza Sandra Liliana Heredia, responsável pelo caso contra o ex-presidente Álvaro Uribe Vélez, e pediu "respeito ao trabalho da juíza".
O próprio Petro disse a esse respeito que "é dever do governo garantir a proteção da juíza e de sua família, seja qual for o resultado de sua decisão". "Em um governo democrático, os juízes não são pressionados, eles são protegidos em sua liberdade", enfatizou.
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