Europa Press/Contacto/Molly Roberts/White House
A decisão vem na esteira de um relatório da agência que enfraqueceu os argumentos de Trump para deportar venezuelanos para El Salvador.
MADRID, 14 maio (EUROPA PRESS) -
A diretora de Inteligência Nacional dos EUA, Tulsi Gabbard, removeu dois altos funcionários do Conselho Nacional de Inteligência (NIC), expurgando a liderança em um movimento que o escritório enquadrou como um esforço para abordar a "instrumentalização e politização" da inteligência dos EUA.
Gabbard demitiu o diretor interino do Conselho, Mike Collins, e sua vice, Maria Langan-Riekhof, que até agora faziam parte da agência encarregada de tarefas como a coordenação com os formuladores de políticas. Além disso, o diretor de Inteligência Nacional retirou o NIC dos escritórios que ocupava no serviço de inteligência estrangeira, a CIA, e devolveu a agência aos escritórios nacionais, de acordo com o jornal americano 'The Hill'.
A dupla demissão ocorre uma semana após a publicação pelo NIC de um relatório contrário às alegações da Casa Branca que ligava a organização criminosa Tren de Aragua ao governo venezuelano, um argumento do presidente dos EUA, Donald Trump, para justificar o uso da Lei de Inimigos Estrangeiros de 1789 nas deportações em massa de migrantes venezuelanos para uma prisão de segurança máxima em El Salvador.
Nesse sentido, ao apontar que "o regime do (presidente Nicolás) Maduro provavelmente não tem uma política de cooperação com o Tren de Aragua e não está dirigindo movimentos e operações nos Estados Unidos", o Conselho Nacional de Inteligência minou a lógica por trás da política de deportação de Washington.
A divulgação do relatório ocorreu depois que Gabbard concordou com uma solicitação de dois congressistas democratas para desclassificar o documento. Quando o documento veio à tona, o diretor da Inteligência Nacional acusou a mídia de "deturpar e manipular relatórios de inteligência para prejudicar a agenda do presidente".
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