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MADRID 10 mar. (EUROPA PRESS) -
O governo dos Estados Unidos já cancelou 83% dos programas de sua agência de ajuda internacional (USAID), o equivalente a cerca de 5.200 contratos, anunciou na segunda-feira o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, ao fazer um balanço de uma das várias políticas de corte impostas pelo presidente Donald Trump.
A revisão lançada há seis semanas economizará "dezenas de bilhões de dólares" em iniciativas "que não serviram" e que "em alguns casos até prejudicaram" os interesses nacionais dos Estados Unidos, explicou Rubio em sua conta na rede social X.
O governo Trump se comprometeu a manter apenas 18% dos programas, "aproximadamente mil" contratos. De acordo com Rubio, "eles agora serão gerenciados de forma mais eficaz pelo Departamento de Estado".
O chefe da diplomacia norte-americana agradeceu explicitamente o trabalho do Departamento de Eficiência Governamental, onde o magnata Elon Musk está integrado, pelas "longas horas" dedicadas a realizar essa "reforma histórica e há muito esperada". Musk chegou a descrever a USAID como uma "organização criminosa".
A ambição de Trump de minimizar o papel da USAID esbarrou em uma bateria de recursos, principalmente por conta de pagamentos já comprometidos, bem como na rejeição de organizações humanitárias que temem que, se os Estados Unidos fecharem a torneira dos fundos, serão forçadas a cortar programas básicos.
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