Europa Press/Contacto/Abe Mcnatt/White House
MADRID 8 ago. (EUROPA PRESS) -
As autoridades norte-americanas anunciaram nesta quinta-feira uma recompensa de 50 milhões de dólares (quase 43 milhões de euros) por informações que levem à prisão do presidente venezuelano Nicolás Maduro, acima dos 25 milhões de dólares (pouco mais de 21 milhões de euros) anunciados no início deste ano.
"Hoje, o Departamento de Justiça e o Departamento de Estado estão anunciando uma recompensa histórica de 50 milhões de dólares por informações que levem à prisão de Nicolás Maduro", anunciou a procuradora-geral dos Estados Unidos, Pam Bondi, em um vídeo publicado em sua conta na rede social X, no qual assegurou que "sob a liderança do presidente (Donald) Trump, Maduro não escapará da justiça e será responsabilizado por seus crimes desprezíveis".
Washington justificou essa decisão, de acordo com as palavras da promotora, porque "até o momento, a Drug Enforcement Administration (DEA) apreendeu 30 toneladas de cocaína ligadas a Maduro e seus associados e quase sete toneladas ligadas ao próprio líder venezuelano", enquanto seu portfólio "apreendeu mais de 700 milhões de dólares (quase 600 milhões de euros) em ativos ligados a Maduro, incluindo dois jatos particulares, nove veículos e muito mais".
As autoridades norte-americanas, portanto, consideram Maduro "um dos maiores traficantes de drogas do mundo e uma ameaça à nossa segurança nacional" e o acusam de empregar gangues criminosas como "Tren de Aragua, Sinaloa e o Cartel dos Filhos - designados como organizações terroristas pelos Estados Unidos - para trazer drogas letais e violência para dentro" dos EUA.
Em janeiro deste ano, o governo dos EUA - ainda nas mãos do democrata Joe Biden - aumentou a recompensa por informações que levassem à prisão ou condenação de Maduro de US$ 15 milhões para US$ 25 milhões como parte de um pacote de medidas e sanções pelo que Washington denunciou como uma "posse ilegítima" após a eleição presidencial de julho de 2024, considerada fraudulenta pela oposição e por grande parte da comunidade internacional.
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