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MADRID 24 abr. (EUROPA PRESS) -
O Departamento de Justiça dos Estados Unidos apresentou na quinta-feira o primeiro caso de terrorismo contra um suposto líder do grupo criminoso venezuelano Tren de Aragua, dois meses depois que o governo incluiu essa gangue em sua "lista negra", juntamente com o Cartel de Sinaloa do México e a Mara Salvatrucha de El Salvador.
O acusado foi identificado como José Enrique Martínez Flores, 24 anos, um suposto membro do alto escalão do grupo que opera a partir de Bogotá, capital da Colômbia, e que faria parte do "círculo interno" da liderança do Tren de Aragua, de acordo com o Departamento em um breve comunicado.
O motivo da acusação baseia-se em sua suposta colaboração no tráfico e distribuição internacional de cocaína, seguindo os objetivos da organização criminosa, conforme relatado pela rede de televisão CNN. Flores, de nacionalidade venezuelana, foi preso em 31 de março na Colômbia, depois que as autoridades dos EUA emitiram um mandado de prisão contra ele.
Essa medida faz parte das novas políticas anti-imigração do governo do presidente dos EUA, Donald Trump, que geraram polêmica, especialmente no que diz respeito à aplicação da Lei de Inimigos Estrangeiros, que permite a prisão em El Salvador de migrantes irregulares acusados de pertencer a organizações terroristas.
A lei, que remonta ao século XVIII, só foi invocada em três ocasiões anteriores na história dos EUA, mais recentemente durante a Segunda Guerra Mundial, para deter civis nipo-americanos em campos de internamento.
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