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MADRID 19 out. (EUROPA PRESS) -
O Departamento de Estado dos Estados Unidos assegurou que existem "relatórios confiáveis" que advertem sobre uma violação "iminente" do cessar-fogo na Faixa de Gaza por parte do Movimento de Resistência Islâmica (Hamas) devido a seus ataques contra a população civil do enclave palestino, motivo pelo qual entraram em contato com os países signatários do acordo de paz.
"Esse ataque planejado contra civis palestinos constituiria uma violação direta e grave do acordo de cessar-fogo e prejudicaria o progresso significativo alcançado por meio da mediação", disse o Departamento de Estado em um comunicado divulgado no sábado.
Essa declaração segue um aviso já emitido por autoridades norte-americanas nesta semana em meio à violência que eclodiu entre membros do Hamas e milícias rivais em várias áreas de Gaza. "Se o Hamas continuar a matar pessoas em Gaza, o que não estava no acordo, não teremos escolha a não ser entrar e matá-los", disse o presidente dos EUA, Donald Trump, na quinta-feira.
O Departamento de Estado ameaçou "medidas para proteger o povo de Gaza e preservar a integridade do cessar-fogo" se o movimento islâmico não cessar seus ataques.
"Os Estados Unidos e os outros garantidores permanecem firmes em nosso compromisso de garantir a segurança dos civis, manter a calma no local e promover a paz e a prosperidade para o povo de Gaza e a região como um todo", diz o comunicado.
Desde o início do cessar-fogo israelense do Hamas em Gaza, a mídia palestina informou que o grupo teria prendido e executado "um grande número" de membros de milícias rivais que surgiram durante a ofensiva israelense na Faixa de Gaza e que ele acusa de serem "colaboradores" das autoridades israelenses.
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