MADRID 6 set. (EUROPA PRESS) -
O governo dos Estados Unidos propôs deportar para o país africano de Esuatini, a antiga Suazilândia, o salvadorenho Kilmar Ábrego García, que se tornou um símbolo da luta contra a política de imigração de Donald Trump depois de ser expulso por engano para El Salvador.
As autoridades dos EUA estão determinadas a deportar Ábrego García a todo custo, considerando-o um criminoso ligado a gangues, tráfico de pessoas e abuso infantil. Ele permanece sob a custódia do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE) e, nas últimas semanas, foi oferecida, entre outras coisas, a evacuação para Uganda.
Uma nova mensagem do ICE agora sugere que ele seja transferido para Esuatini, depois que os advogados de Abrego Garcia colocaram Uganda em uma lista de 22 países - quase todos na região da América Latina e do Caribe - onde ele poderia ser submetido a "perseguição ou tortura", segundo a Fox News.
O presidente de El Salvador, Nayib Bukele, rejeitou as acusações como "falsas" e advertiu que "a verdade" é "mais simples" e que ele "simplesmente não quer ser deportado". "Se você acha que (as acusações) são verdadeiras, você é um tolo por acreditar que todos esses países também cometem tortura", disse ele em sua conta na rede social X, referindo-se a uma lista que também inclui México, Argentina, Brasil e Chile, entre outros.
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