GIRONA 22 jul. (EUROPA PRESS) -
Uma equipe internacional, da qual fazem parte pesquisadores do Centro de Estudos Avançados de Blanes (CEAB-CSIC), em Girona, revelou que os manguezais, as marismas e as pradarias marinhas podem liberar mercúrio quando se degradam ou desaparecem.
A pesquisa, publicada na revista “Earth-Science Reviews”, destaca que esses ecossistemas, além de armazenarem carbono, retêm contaminantes perigosos, entre eles metais pesados como o mercúrio, informou o CEAB em um comunicado nesta quarta-feira.
O estudo, que estima que sua degradação e perda possam liberar anualmente cerca de 26 toneladas desse metal em escala global, expõe os riscos associados e identifica as regiões do mundo com maior perigo.
Entre as perturbações analisadas estão a dragagem, a pesca de arrasto, a urbanização e a transformação do litoral, derramamentos de petróleo, tempestades, inundações, secas e ondas de calor marinhas; além disso, os ecossistemas de carbono azul atuam como “filtros e coletores de poluição”, acumulando 16 toneladas de mercúrio anualmente em todo o mundo.
O coautor do artigo e diretor do grupo GAME do CEAB-CSIC, Òscar Serrano, afirma que este estudo oferece mais um motivo para conservar e restaurar esses ecossistemas: “Manter imobilizados poluentes herdados, como o mercúrio, que podem voltar a entrar em circulação se destruirmos ou alterarmos os sedimentos”.
Quanto às regiões de maior risco, destacam-se a Ásia Oriental, a América Latina e o Caribe, a África Subsaariana e várias sub-regiões insulares do Pacífico; propõe-se integrar essa perspectiva nas políticas de gestão costeira e nos marcos internacionais de controle do mercúrio, como a Convenção de Minamata.
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